domingo, 22 de junho de 2008

Discurso Tomada Posse

Senhor Primeiro-ministro,
Senhor Presidente Eleito da Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau,
Senhor Representante do Ministro da Descentralização,
Excelências,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Quis a população do nosso Jovem Concelho, que na história da Autarquia Cabo-verdiana, venha a constar os nossos nomes, como sendo os primeiros a serem eleitos com a legitimidade democrática e constitucional, para conduzir os destinos do Município de Tarrafal de São Nicolau, nos próximos 4 anos.

Queria assim em primeiro lugar, agradecer à população do nosso Município pela confiança depositada em nós e pela forma civilizada como a fizeram.

Queria também saudar os Deputados Municipais eleitos e formular votos para o bom êxito dos nossos mandatos ao serviço do nosso País, na pluralidade da representação municipal e bem como agradecer, em nome dos meus colegas e no meu próprio, a confiança que em nós acaba de ser depositada para exercer funções na Mesa da Assembleia.

O mandato que nos foi incumbido, emana de um acto eleitoral expressivamente concorrido. É, assim, um Mandato de confiança e de esperança nas instituições representativas e não um mandato de crise de identidade, da indiferença ou do desânimo.

Assim, embalado por essa expressiva vontade popular e inspirado nos meus princípios, procurarei exercer com sobriedade, eficiência e sentido de equilíbrio a missão em que acabo de ser investido.

Trata-se de uma missão com uma enorme responsabilidade.

Responsabilidade para mim próprio e para a bancada do partido que ostentou a nossa candidatura, na precisão de objectivos, na definição do método governativo adequado e no diálogo constante com a opinião pública.

Responsabilidade para a oposição, na estruturação da crítica, na definição de alvos diferenciadores e na construção de alternativas politicamente sufragáveis aos olhos do eleitorado.

Neste sentido, estou certo que a nossa assembleia será, saudavelmente polarizada.

Uma boa democracia, reclama por uma boa oposição. Não queremos nem pretendemos que a Oposição por definição, seja oposição, e ponto final. Não queremos que a oposição seja sempre contra o que a Câmara propõe e que acha defeito no que parece ser perfeito. Queremos sim, uma oposição “Responsável”, uma Oposição “Autêntica”, uma Oposição “Propositiva”, e uma Oposição “Moderada”.

Assim, meus caros deputados da bancada da oposição, permitam-me aqui publicamente expressar a minha enorme vontade em poder contar com a vossa preciosa colaboração, no sentido de fazer da nossa Assembleia, uma Assembleia Modelo para a autarquia Cabo-verdiana.

Estou certo de que nesta nossa Jovem Assembleia, todos saberemos fazer respeitar-se, todos saberemos respeitar as nossas perspectivas políticas diferenciadas, saberemos assumi-las com vigor, mas igualmente saberemos pactuar um consenso quando for caso disso e o interesse municipal o aconselhar.

Espero que o interesse do nosso Município estará sempre em primeiro lugar, pelo que todos nós teremos como propósito um diálogo permanente, ao serviço dos necessários equilíbrios e consensos por que se pautam a vida democrática e a política civilizada em que acreditamos e que desejamos praticar.

Reconhecer - e recordar – o mérito de um adversário, distinguir o correcto do incorrecto e saber compreender o essencial do compromisso político, em suma, conviver com civilidade e argumentar com vida, são os princípios que pretendo adoptar para os trabalhos da nossa Assembleia Municipal.

Estou certo, de que vamos trabalhar bem e a bem do Município de Tarrafal de São Nicolau.

Contem sempre com a minha imparcialidade, com o meu sentido de justiça e de dever e com os meus princípios éticos e profissionais.

Queria aproveitar a honrosa e prestigiosa presença nesse acto, do Senhor Primeiro-ministro, pessoa no qual pessoalmente muito acredito e confio, para na qualidade de Presidente da Assembleia Municipal, exprimir o seguinte:

Ao longo do período em que envolvi directamente na preparação da minha candidatura e na própria campanha eleitoral, pelas minhas leituras, estudos e análises, constatei que sendo a Assembleia Municipal um dos dois Órgãos de Soberania do Poder Local, relativamente ao contexto actual, carece de maior robustez, por forma a lhe permitir uma maior afirmação no espaço público, ou seja torna-se necessário reenquadrar o essencial das suas competências e atribuições, para que as nossas Câmaras Municipais passam a praticar uma gestão mais cautelosa e mais responsável.

Como Presidente da Assembleia Municipal de Tarrafal de São Nicolau, bater-me-ei por transformações consequentes, que assegurem à Assembleia Municipal o protagonismo crescente e responsável na nossa arquitectura autárquica.

À Câmara Municipal eleita, na pessoa do seu Presidente Dr. António Soares, quero oferecer toda a minha energia e empenho, no sentido de fazer com que a Câmara Municipal de Tarrafal de São Nicolau, venha a ser no país, um exemplo a seguir.

Reafirmamos, por isso, o desejo de uma sádia cooperação institucional, e aproveito a ocasião, para aqui publicamente sublinhar toda a minha vontade de continuidade de uma colaboração leal e frutuosa, mas colaboração essa que agora terá de ter sempre como suporte, uma fiscalização activa e rigorosa.

Havendo uma Câmara sem pluralidade, e, portanto, sem entraves directas à aplicação do seu programa, compreende-se que a Assembleia Municipal seja chamada a um papel simultaneamente de viabilização racional das suas políticas, e de controlo permanente dos seus actos. Teremos de saber distinguir e respeitar a separação de poderes.

Esperamos assim, que a presença assídua do executivo camarário nas nossas sessões ordinárias ou extraordinárias, quer seja para responder a perguntas diversas ou para debater sobre assuntos de relevante interesse municipal, ganham especial relevo, como instrumentos continuados de controle – freio e contrapeso – da Câmara Municipal.

Rigor, transparência e verdade terão de ser as palavras-chave do nosso mandato.

É a doutrina com a qual todos teremos que ser coerentes, estejamos onde estejamos, pois só essa atitude fará radicar as nossas convicções no cerne de uma cultura democrática, assente na liberdade do espírito, pois caso contrário, desvitalizaremos a democracia sem honra nem glória.

Com a população do nosso Município, queremos aqui assumir o compromisso, de sempre e em primeiro lugar, defender os seus interesses próprios. É isso que faremos, fazendo valer, de forma legítima, razões de justiça e de prioridade pelas quais reclamam e que são devidas.

Aos Sanicolaenses, espalhados pelo Mundo e pelas nossas nove ilhas, renovo o meu compromisso de tudo fazer para justificarmos o orgulho que todos temos na terra onde nascemos, a Ilha de São Nicolau!

Assim, para terminar, Senhor Primeiro Ministro, permita-me de novo dirigir à Vossa Excelência, para dizer que a nosso ver, a vossa presença aqui nesse acto, representa, a enfatização de uma nova etapa para a ilha de São Nicolau.

Senhor Primeiro Ministro, embora conscientes da situação critica da economia mundial, mas não posso deixar de aproveitar a ocasião, para encarecidamente pedir ao vosso governo, que nos garante o apoio necessário, para que sejamos capazes de fazer neste nosso mandato, com que o tracejado do contorno da ilha de São Nicolau no mapa de Cabo Verde, passa definitivamente a linha cheia.

Senhor Primeiro Ministro, liga-nos fisicamente ao mundo que seremos capazes de encarregar do resto.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Como disse o poeta, «hoje a vigília é nossa». Pois aqui estamos, para dar o nosso melhor. Para servir o nosso Município. Afinal, apenas para cumprir o nosso dever.

A todos muito obrigado.

sábado, 17 de maio de 2008

Discurso Encerramento

Lei da vida ta dzé k tudo o k começa, devé tem um fim, e nós campanha eleitoral ka pode fugi a isso, assim nô ta li junto má bocês hoje nesse grande comício festa, pa junto nô encerra oficialmente nós campanha eleitoral.

Nós campanha onde nô mostrá e demonstrá, de forma inquestionável, k nós equipa é a melhor opção pa dirigi o nosso jovem Município.

Na tudo campanha eleitoral, ta contcé coisas doces e coisas amargas, mas um ta confessá bocés que a gostosura da doçura teve sempre mais presente na nha boca, pois apesar de conotode como “desconhecido”, um foi sempre bem recebido pa tudo onde nós equipa passa.

Nha caixa de correio, tanto de telemóvel, como de correio electrónico, teve sempre cheio de mensagens de apoio e de elogios.

Nha telemóvel dificilmente consegui descansá, de tonte telefonema.

Tudo isso ta fazeme senti k nha manera de ser e nha forma de relaciona má tudo gente, escrevé a palavra AMIZADE com letras gordas na dicionário de nha vida.
Tudo isso ta fazeme senti k apesar de muita canseira e de muito stress e, mesmo sem o conhecimento de qual ta bá ser o resultado nas urnas, mas k valeu a pena, valeu a pena ter estode durante esses 26 dias, junto de gente humilde de localidade onde um dia um nasce e onde um vivé uma infância feliz.

Mas durante esse campanha um vivé momentos de grande tristeza, k provocá lágrimas na cada conte de nhas oio e k um tentá disfarçá sempre deboche nhas óculos escuros.
É triste constata k ainda nô tem gente k ta vivé deboche de tonte miséria,
é triste senti k enquanto um ta desperdiçá diariamente uma boa porção de cmida mas espalhode pa esse nós ilha scalabrode, tem um data de gente ta passá dias e mais dias de fome.

Tantas vezes antes de dormi um perguntá: mas porqué tanta injustiça nesse mundo?

Tantas vezes um uvi oio de tcheu crianças de nós Município, ta dzeme k nô ta dzé k ês é futuro, mas k nô ta continuá ta tchás desamparode no presente,

K nô ta dzé k ês é esperança da paz, mas k nô ta continua ta induzis a violência,

K nô ta dzé k ês é a promessa do bem, mas k nô tês entregue a mal,

Na sés boca um lê k ês ka ta deseja apenas a festinha de nós carinho, mas sim ês ta suplica uma educação com amor,

K ês ka ta pedi apenas brinquedos, mas também bons exemplos e boas palavras,

K ês kré pa gente orientás, pa o k é bom e justo na vida, k ês kré pa nô jdás hoje, pás ka fazen tchora amanhã.

K ês kré pa gente corrigis enquanto for tempo, mesmo k ês tiver de sofré um pouco,

Assim um tava apela a tudo governantes e políticos de Cabo Verde, por favor, nô tenta ser bons exemplos pa criança de nós Terra!

Mas um ta dzé a tudo criancinhas de nós Município, k embora a Assembleia Municipal tenha apenas o poder deliberativo, mas um ta confiante k um ta consegui fazé com k ês ka bem ser apenas o ornamento de nós carinho,k um ta consegui fazé com k ês seja orientode pa tudo o k é bom e justo.

Um kria aproveitá pa dzé a tudo gente de nós Município k nunca um fui nem nunca um ta ser um corta-fita.

Kem partilhá infância má mim, sabé k sempre desde garotinho, um foi um líder. Mas um líder leal, compreensível, cheio de dignidade e personalidade.

Nha sonho é fazé com k população de nós Município senti sempre orgulho de kem ês elegé como primeiro Presidente d'Assembleia Municipal de Tarrafal São Nicolau.

Assim um ta tchá li clore k um ti ta concorre é pa ser Presidente da Assembleia e não deputado Municipal.

Também pa evitá qualquer tipo de convite futuro, um ta tchá li clore k um ka ta pretende recandidatá ou candidatá pa qualquer tipo de cargo politico.

Um tem certeza k 4 anos é suficiente pa retribuí a Concelho onde um nasce, tudo o k el teme proporcionode na vida.

Nha ambição é de ser um exemplo na país, como Presidente d'Assembleia, e de fazé com k nô passá ta ser um modelo, na gestão autárquica Cabo-verdiana.

Assim bocês pode contá com uma Assembleia moderna, uma Assembleia rigorosa, uma Assembleia interventiva, mas acima de tudo uma assembleia de diálogo constante.

Uma Assembleia onde população tem de marcá sempre a presença, não uma presença decorativa, mas sim interventiva, uma Assembleia k ti ta bá estode ao lado da Câmara pa fazes cumpri tudo sés promessa de campanha. Um Assembleia k ka ti ta bá permiti qualquer tipo de desvio, seja qual for o tamanho.

Por ter nascido e criode na um aldeia de pescador, e consciente de sés dificuldades, um kria tchá um mensagem de esperança a tudo nós pescador.

Um kria dzés pás continuá de cana em punho, ta escreve o inesperado e ta lé na correnteza do mar o poema da esperança ou talvez um segredo irrevelado k nunca nenhum poeta ta consegui escreve. Pás continuá ta pesca, mesmo k seja por instinto, ta lança e ta recolhe linha, ta espiá pa finito e pa infinito, ta procurá o peixe desconhecido, mesmo k és tiver de ser os últimos ta regressá de um mar deserto, porque um dia ês ta ser recompensode.

Pa terminá, um kria dzé tudo população de nós municipio k nha consciência ta tranquila, pois um ka kré pa mim, qualquer tipo de bem material, porque o bem material ka tem valor na nha vida, mas um kré sim, bocês amizade, bocês carinho, um kré senti bocês sodade, antes de ter de voltá pa nha local de trabalho, um kré oiá na bocês olhar, uma vontade enorme de ter mim sempre presente.

Pa akés k até agora nô ka consegui ganhá sés intenção de voto, um kria dzés k embora na vida ninguém ta consegui volta pa trás e fazé um novo fim, mas qualquer um de nós ta consegui começa sé novo fim grinhacim.

Assim ainda há tempo. Akés k ta confuso, akés k ainda ka consegui oiá k o final feliz é junto má nós, nô ta dzés ka bzot volta pa trás, mas bzot começá grinhacim, bzot bem fka junto má nós.

Nós canoa ti ta espera pa bzot. Ka bzot continua atoa.

Só é possível desenvolve nós Município se nô continuá junto.

Vamos Continuar, Juntos!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

PLATAFORMA ELEITORAL - Principais Actividades a Realizar

Organizar ainda melhor para continuar a dinâmica do trabalho, por forma a desenvolver cada vez mais e fazer prosperar o Município do Tarrafal.

1. Elaborar o Plano Director Municipal e o Plano Desenvolvimento Urbanístico;

2. Criar todas as condições necessárias, visando a elevação da Vila do Tarrafal, à categoria de Cidade;

3. Promover e incentivar o turismo como actividade geradora de rendimentos e promoção de emprego;

4. Apoiar e Fomentar o Desenvolvimento das Pescas;

5. Electrificar as Localidades da Rª. Prata e Fragata, em parceria com o Governo/Electra, garantindo uma taxa de cobertura eléctrica a 100% no Município;

6. Eleger o saneamento básico (rede de esgotos) e a ligação de água ao domicílio, em parceria com o Governo, como prioridades fundamentais para o desenvolvimento do Município;

7. Continuar a apoiar a reabilitação e a construção de moradias próprias aos carenciados, construir moradias sociais (250 focos) e 100 casas de banho para os mais carenciados;

8. Diligenciar para a construção do Liceu, com todos os requisitos necessários para o seu crescimento e para a estimulação e afeição ao estudo;

9. Continuar a incentivar e a apoiar os alunos carenciados na continuação dos seus estudos;

10. Construir um Campo de Futebol relvado na Vila do Tarrafal, e reabilitar, construir os campos de futebol da Praia Branca, Rª. Prata, e Hortelã;

11.Construir Placas desportivas e Centros Comunitários nas zonas do Município, com maior grau de necessidade;

12. Instar junto do governo para a construção da estrada Tarrafal/Praia Branca/R.ª Prata/Fragata e construção de uma via rápida que ligará a Vila do Tarrafal ao Aeroporto;

13. Desenvolver a agricultura e pecuária nas diferentes localidades do Município, em parceria com a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, com a introdução de novas técnicas de cultivo e irrigação e melhoramento de raças de gado;

14. Construir, em parceria com o Governo, diques e barreiras para a retenção da água das chuvas nas localidades da R.ª Prata e Fragata;

15. Fazer reforçar a equipa, os serviços e as estruturas de saúde no Município;

16. Desenvolver a interactividade via Internet, entre a Câmara Municipal e todos os munícipes;

17. Continuar com a realização das actividades sociais, económicas, culturais, desportivas e recreativas já iniciadas e promover a sua incrementação;

18. Estabelecer e assinar acordos, protocolos e geminações com as Câmaras e outros parceiros nacionais e estrangeiros.

Biografia do Nosso Candidato à Presidência da Câmara Municipal

António Lopes Soares, nasceu a 10 de Fevereiro de 1963, na localidade de Praia Branca, Município do Tarrafal, S. Nicolau, Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, casado com Deolinda Almeida da Conceição Pereira Soares. Filho de Eduardo Teófilo Soares e de Maria Ana Lopes. Tem três filhos e é Licenciado em Economia pela Universidade de Havana, República de Cuba em 1995. É quadro do Ministério das Finanças de Cabo Verde.

Ingressou na Função Pública, como Secretário de Finanças Estagiário da Direcção-geral do Ministério das Finanças; Transferido para Repartição das Finanças de São Nicolau em 1986; Promovido a Secretário de Finanças de 3.ª Classe, chefiou a Repartição de Finanças de São Nicolau até 1992; Transferido para Praia onde desempenhou as funções de Chefe de Divisão da Direcção Regional das Contribuições e Impostos de Sotavento e procedeu a inspecções a todas as Repartições da Região do Grupo daquelas ilhas; Inspector Tributário junto do Secretário-geral do Ministério da Coordenação Económica em 1998, foi destacado na Direcção Geral do Tesouro onde participou na implementação e desenvolvimento do sistema informático de cobranças das Finanças; Requisitado no ano 2000 para prestar serviço como Secretário Municipal da Câmara da ilha do Sal; Transferido novamente para Praia exerceu as funções de Director-geral do Património do Estado; Ainda fez parte da equipa de Procurment do projecto Milennium Chalenger Acount Cabo Verde; De 2005 até a presente data exerce as funções de Presidente da Comissão Instaladora do Município do Tarrafal de São Nicolau, seu Município de coração.

Discurso Apresentação Lista - Ribeira Prata

Saudações,

Um visita Ribeira Prata pa 1ª vez com 13 anos de idade, convidode pa Tchida de Nha Olga, nesse tempo jam ka otchá camarão na Ribeira, mas um otchá “Sapo ta fma cigorre” e manga ta estragá na tchom. Um fka nesse altura encantode com a beleza e tranquilidade desse localidade, k manté gravode sempre na nha mente.

Pessoalmente um tava gostá k Rª. Prata tivesse já alcançode, um nível de desenvolvimento k sês habitante ta merecê.

Mas, é impossível desenvolvimento sem Electrificação. Pa mim nôs Democracia tem de ser: “Electrificação de todo o País, mais a participação popular”. Assim um ta admirá é k manera k durante quase 16 anos, em k a única Câmara existente na ilha, foi gerido sempre pa partido k autodominá pai da Democracia, ka consegui trazé electricidade pa Rª Prata.

Embora como candidato a Assembleia, ka ta competime falá de projectos da Câmara, mas um ta pedi Soares desculpa e nesse aspecto um ta abri um parentise.

Electrificação da Rª. Prata e Fragata, é prioritário pa nôs em termos de execução de projectos e não apenas em termos de promessa de campanha.

Ka é Câmara k tem responsabilidade sobre a energia, pois actualmente esse responsabilidade é do Governo, através da Electra, mas é preciso k Câmara colaborá, k Câmara seja sempre um parceiro de Governo/Electra pa k electrificação da Ribeira Prata, torná realidade.

Mim, enquanto quadro da Electra, desde k um aceitá liderá lista de PAICV pa assembleia um tem tentode exercé alguma influência na nhas colegas de Planeamento e Infra-estruturas na Electra, pa q seja possível concluí o quanto antes possível, a rede eléctrica k ta bem de Tarrafal pa Ribeira Prata, passonde pa Praia Branca e terminonde na Fragata, pa nô passá assim ta tem na nôs Município, um taxa de cobertura de electricidade a 100%.

Maior problemas de Projectos do tipo é financiamento, mas quanto a isso nô pode considerá k el ta ultrapassode, porque rede até Praia Branca já tinha financiamento há mto tempo e kel troço de rede de Praia Branca até Fragata, Dr. José Maria Neves, enquanto 1º Ministro, assumi publicamente na apresentação de nôs candidatura na Tarrafal k sê governo ta assumil.

Continuação desse rede de Praia Branca pa Rª. Prata e Fragata deve rondá aproximadamente uns 32 mil contos, assim um kria dzé bocês k tem todas as condições pa dentro em breve nô ter Luz eléctrica na Ribeira Prata e 24 horas por dia.

Mas de execução desse e outros projectos pa Rª. Prata, ta kabé a Soares, enquanto candidato a Presidência da Câmara falá bzot dês.

Nô ta li pa apresentá bocês nôs equipa pa Câmara e pa Assembleia, assim como Líder pa Assembleia, um kria, fazé um breve referência a três fidjo de Ribeira Prata k ta integrá nôs equipa:

José Francisco, um trabalhador de garra, homem sério e integro e k deboche de tudo sês limitações, el tem apostode tcheu na desenvolvimento de sê localidade,

Edirceu, um jovem dinâmico, cheio de personalidade, empenhode na melhoria de condições pa sê localidade,

e Vanusa uma bela moça k embora residente na Tarrafal, mas ela ta carregá Ribeira Prata sempre na coração.

assim, Rª. Prata ta muito bem representode na nôs Assembleia,

Mas qto a mim, a melhor representação, tem de ser toda a população da Ribeira Prata. Na nôs Assembleia, pessoalmente um kré implementá um modelo de funcionamento diferente, um modelo mais democrato, pois nô ta fazé questão de na Assembleia, a população ter a palavra em primeiro lugar e um kré pa gente de Ribeira Prata fazé ser uvido na Assembleia, pa gente de Ribeira Prata participa activamente na desenvolvimento de nôs Município.

Pa isso um ta pedi bocês, pa uvi também os projectos e as ideias do partido concorrente, pa bocês fazé um comparação entre kel de nossa e kel de seus e bocês optá, pa kel kê mdjor. Mas, ka bocês dá mais chance de ser levode pelas euforias da mudança, pois sês atitude é quase sempre enganadora e pa isso ês ta preferi continuá ta tchá Ribeira Prata na escuro.

Nô tem de continuá juntos, pa gente de Ribeira Prata passá ta vivé sempre esclarecido e na luz clore de Electra.

Nô tem de continua juntos, pa nô fazé com k Ribeira Prata passá ta ser akel lugar onde tudo gente ta bem bscá Mam Bia um caninha de greja, mas com a certeza k quando ês voltá ês ta otchá mam Bia.

Vivas,

Discurso Apresentação Lista - Praia Branca

Saudações,

É com grande honra k um ta li hoje lado a lado má um fidjo de Praia Branca, k na sê infância fartá de brincá tchitchela tchitche na tudo rua e becos desse aldeia maravilhosa

Praia Branca sempre foi uma povoação, pa qual um tive e um tem um afeição grande, devido a manera diferente de sês gentes, devido a sês forma de encará vida e principalmente devido a sês criatividade e sês capacidade cultural.

Ainda rapazinho, quando um visitá Praia Branca pa primeira vez, um otchá interessante o facto de li ter um porta de entrada. Akel kancela na entrada, pa mim é um símbolo de respeito e disciplina de gente de Praia Branca, pa sé povoação.

Nha referência de festas de Romaria sempre foi Sam Jom de Praia Branca;

Em termos musicais, Praia Branca é localidade na S. Nicolau de maior tradição. Nô ka pode eskcê k alem de grandes tocadores de violino, Praia Branca é terra de dois dakês maiores músicos e compositor de Cabo Verde, Paulino Vieira e Morgadinho,

Mas acima de tudo, Praia Branca é Terra ondé k nascé e sempre vivê akel musico e compositor k fazé a Morna mais bela e mais conhecida de Cabo Verde a nível mundial, kel morna k hoje em dia é cantode até pa russos e japoneses,

Nhas gentes, Armando Frino, é um fidjo digno de nôs Município, pa qual nô deve senti sempre um orgulho grande, um compositor k gente ka pode tchá morrê na memória de qualquer geração de Cabo-Verdianos,

Assim ainda ontem, quando um bem visitá Praia Branca, junto má Toy Soares, nôs futuro Presidente, e li na esse lugar onde k nô tá, um dzel k nô tem de transformá esse casa licim, na um casa de artista em homenagem a tudo artistas de Praia Branca e de nôs Município e nô tem k criá condições pa incrementá turismo e esse de certeza ta bem ser dakês pontos turísticos mais visitode na S. Nicolau.

Mas a respeito disso e mais outros projectos k nô tem pa Praia Branca, Soares, tem tcheu tempo pa apresentá bzot ês, pa pedi bzot opinião e pa assumi má bzot o compromisso de k tudo o k el apresentá ta ser realizode.

Pa isso, nô tem de Continuá Juntos e nôs Assembleia ta contá k tudo gente como parceiro, seja el de k cor politica for, pa juntos nô fiscalizá traboi de Soares na Câmara e fazel cumpri tudo sês promessas de campanha.

Um tem dito sempre k nô kré implementá na Câmara um gestão diferente, com base na transparência e k participação de toda a população, assim como nô ta li pa apresentação de nôs lista, um kria agora traçá bzot, o perfil de nôs equipa, kel equipa k ti ta bá estode na Assembleia, pa conjuntamente nô defende interesses de S. Nicolau,

Esse equipa onde Praia Branca ta devidamente representode através de três jovens dinâmicos, sérios e motivode, um ti ta referi a Edson, Jonas e Olivethe.

Na nôs equipa nô tem uma percentagem de mulheres superior a 40%, porque mulheres de uma maneira geral sempre teve uma participação muito activa e muito importante na desenvolvimento de nôs Município. Morgadinho através de sê linda coladeira, ta tchmá nós atenção pa isso, quando el ta cantá, k ês é nós mãe, nós irmã, ês é nós mdjer, ês é nós tude.

Assim, um ka tem duvida e nha feeling ti ta fazeme senti k bzot aposta é na nós equipa e k bzot kré pa nô continuá juntos.

Vamos Continuar, Juntos

Vivas

Discurso Apresentação Lista - Tarrafal

Saudações,

Já bzot devé ter percebido k um tem sempre um vontade enorme de falá má gentes de S. Nicolau, mas hoje um ka ti ta bem falá tcheu, porque hoje nôs objectivos é dá bzot a conhecê nôs equipa, kel equipa k bzot sem qq tipo de percipitação ti ta bem escolhe dia 18 de Maio, pa juntos nô continuá ta construí e desenvolvê nôs Município.

Hoje um ka ti ta bem falá tcheu, porque senão de POETA um podé passá ta ser PROFETA.

Mas um kria aproveitá o facto de nô estode na um espaço de profecia, um espaço k foi criode pa um de nhas herói de infância, um profeta de Tarrafal, Nhô Padre Gisgualdo e dzê bzot k assim como Paulino Vieira, grande musico e compositor, fidjo desse município ta cantá na um de sês musica mais melódica, e dakês mais bnito de Cabo Verde, “mim também jame kria ser poeta, jame kria ser poeta pa escreve um mar de poesia ta pedi Deus pa fazé prevalecê na Tarrafal um ambiente de convivência sã, um ambiente de amizade, um ambiente de entreajuda, um ambiente de fraternidade e acima de tudo um ambiente ondê k nós tudo ta respeitá ideias e diferenças dos outros”.

Mas mim tbém um kria ser poeta pam escreve um mar de poesia ta pedi Deus pa iluminá cabecinhas ocas de tudo kês k ta pensá k ma Democracia é um tipo de delegação de competências a meia dúzia de gote pingode, um tava escreve um mar de poesia ta pedi Deus pa pôs na bom caminho porque nôs terra precisá de nôs tudo. Nôs tudo tem k contribuí pa crescimento de nôs país, cada um á sê manera, mas sempre de forma positiva.

Durante nôs campanha, nô ka ti ta bem respondê a insultos nem provocações de ninguém, nô ti ta bem fazé tudo pa mostrá k na Tarrafal politica é feita de forma diferente, nô ti ta bem fazé um campanha pedagógica, um campanha de debate de ideias, um campanha de troca de opinião, um campanha de esclarecimento e dá povo a possibilidade de escolhe akel equipa k tem mdjor condição pa geri nôs Município.

Mas um cosa é certo, sempre k alguém tentá baralhá cabeça de seja el kem for, nô ka ti ta bem dal esse prazer, nô ta fazé tudo pa esclarece o k for preciso é necessário.

O k nô kré é pa tudo gente tem possibilidade de votá em consciência,

Nô ka ti ta bem tentá comprá voto de ninguém k meia dúzia de sacos de cimento nem k groguinha,

Tudo o k nô tem pa oferecê, pa jdá, pa partilhá, nô ta proporcionás depois das eleições e com a certeza k pa nós tudo, o sabor ta ser mais especial e o aproveitamento ta ser mdjor.
Um kria dzê bzot k nô tem de continuá juntos ta prepará pa transformá nôs município na um Município diferente, num Município em que a integração social, a paixão, a amizade permanente e a maneira especial de sê povo ta ser principiais regras de sê funcionamento.
Por isso um ti ta bem dá bzot a conhecê o perfil de kel equipa k na Assembleia Municipal ti ta bem fiscalizá ês tais regras de funcionamento, kel equipa k ti ta bem imprimi mais credibilidade, mais transparência e mais confiança a nôs Município.

Nô tem um equipa jovem e com motivação, em k a média da idade é de

Nô tem uma equipa com uma presença feminina de 43%,

Nô fazé esse questão, face a papel k mdjer tem desempenhode na desenvolvimento de Município de Tarrafal;

Mas acima de tudo nô tem um equipa de gente bnito, mas atenção, gente bnito por dentro e por fora.

Ês escreve na um panfletinho de seus k mim é um desconhecido, entom um amigo de meu na S.Vicente dzeme “um uvi dzê k bô é um desconhecido, qdo bô bá pa S.Nicolau dzê esse pessoa k um mandá dzel k na S. Vicente nôs é um data k tava gostá de ser pulga de bô gote, dzel k seria bom se 10% de população de Cabo Verde, fosse tão conhecido”.

Raciocínio desse amigo ka ta errode, pois: Manera k um pessoa kê Director de Sistemas de Informação na Electra, kê Director Interdepartamental na IESIG, k já redigi e prepará um data de manual de cursos diversos, k já dá formação na Cabo Verde, pa milhares de jovens, dos 12 aos 70 anos, k durante sê curso de licenciatura na Informática, na um Universidade cheio de árabes, latinos, europeus e estudantes de outros países de Africa, foi eleito durante 2 ano consecutivo Presidente de concelho de estudante estrangeiro, um engenheiro k na um ilha como S. Vicente ta presidi a Direcção Regional da Ordem dos Engenheiros, um Engenheiro q já foi consultor informático de Hotel Djadsal e Mindelhotel, Cabnave, Fabrica Tabacos, Garantia, BCA, Enacol, Câmaras Municipais de Paul, Rª Grande, Porto Novo e S. Vicente, entre outros, pode ser desconhecido. Mas mim um ta dzé esse amigo de meu k infelizmente vida até agora ka tinha dode geração de nha ilha k tem idade até 26 one a possibilidade de concheme dret.

De facto ou esse pessoa é cego, surdo, ou el ti ta pô em prática a estratégia partidária enganadora.

Na nôs equipa, nô tem um grupo considerável de Professores, porque professor tem um papel importante na desenvolvimento de qq município emergente, é professores é k ta formá gente, fazês ser homens de amanhã. Quando nós é piknim nô tem de bá pa escola e nôs Município ta ainda na idade escolar.

Mas também, nô tem empresários, agricultor, trabalhador, estudantes e funcionários públicos diversos.

Enfim nô tem um equipa com qualidade e capacidade suficiente, pa representá da melhor forma possível na Assembleia, tudo localidade de nós Município.

Pa isso nô tem k continuá juntos.

Vivas