domingo, 22 de junho de 2008

Discurso Tomada Posse

Senhor Primeiro-ministro,
Senhor Presidente Eleito da Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau,
Senhor Representante do Ministro da Descentralização,
Excelências,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Quis a população do nosso Jovem Concelho, que na história da Autarquia Cabo-verdiana, venha a constar os nossos nomes, como sendo os primeiros a serem eleitos com a legitimidade democrática e constitucional, para conduzir os destinos do Município de Tarrafal de São Nicolau, nos próximos 4 anos.

Queria assim em primeiro lugar, agradecer à população do nosso Município pela confiança depositada em nós e pela forma civilizada como a fizeram.

Queria também saudar os Deputados Municipais eleitos e formular votos para o bom êxito dos nossos mandatos ao serviço do nosso País, na pluralidade da representação municipal e bem como agradecer, em nome dos meus colegas e no meu próprio, a confiança que em nós acaba de ser depositada para exercer funções na Mesa da Assembleia.

O mandato que nos foi incumbido, emana de um acto eleitoral expressivamente concorrido. É, assim, um Mandato de confiança e de esperança nas instituições representativas e não um mandato de crise de identidade, da indiferença ou do desânimo.

Assim, embalado por essa expressiva vontade popular e inspirado nos meus princípios, procurarei exercer com sobriedade, eficiência e sentido de equilíbrio a missão em que acabo de ser investido.

Trata-se de uma missão com uma enorme responsabilidade.

Responsabilidade para mim próprio e para a bancada do partido que ostentou a nossa candidatura, na precisão de objectivos, na definição do método governativo adequado e no diálogo constante com a opinião pública.

Responsabilidade para a oposição, na estruturação da crítica, na definição de alvos diferenciadores e na construção de alternativas politicamente sufragáveis aos olhos do eleitorado.

Neste sentido, estou certo que a nossa assembleia será, saudavelmente polarizada.

Uma boa democracia, reclama por uma boa oposição. Não queremos nem pretendemos que a Oposição por definição, seja oposição, e ponto final. Não queremos que a oposição seja sempre contra o que a Câmara propõe e que acha defeito no que parece ser perfeito. Queremos sim, uma oposição “Responsável”, uma Oposição “Autêntica”, uma Oposição “Propositiva”, e uma Oposição “Moderada”.

Assim, meus caros deputados da bancada da oposição, permitam-me aqui publicamente expressar a minha enorme vontade em poder contar com a vossa preciosa colaboração, no sentido de fazer da nossa Assembleia, uma Assembleia Modelo para a autarquia Cabo-verdiana.

Estou certo de que nesta nossa Jovem Assembleia, todos saberemos fazer respeitar-se, todos saberemos respeitar as nossas perspectivas políticas diferenciadas, saberemos assumi-las com vigor, mas igualmente saberemos pactuar um consenso quando for caso disso e o interesse municipal o aconselhar.

Espero que o interesse do nosso Município estará sempre em primeiro lugar, pelo que todos nós teremos como propósito um diálogo permanente, ao serviço dos necessários equilíbrios e consensos por que se pautam a vida democrática e a política civilizada em que acreditamos e que desejamos praticar.

Reconhecer - e recordar – o mérito de um adversário, distinguir o correcto do incorrecto e saber compreender o essencial do compromisso político, em suma, conviver com civilidade e argumentar com vida, são os princípios que pretendo adoptar para os trabalhos da nossa Assembleia Municipal.

Estou certo, de que vamos trabalhar bem e a bem do Município de Tarrafal de São Nicolau.

Contem sempre com a minha imparcialidade, com o meu sentido de justiça e de dever e com os meus princípios éticos e profissionais.

Queria aproveitar a honrosa e prestigiosa presença nesse acto, do Senhor Primeiro-ministro, pessoa no qual pessoalmente muito acredito e confio, para na qualidade de Presidente da Assembleia Municipal, exprimir o seguinte:

Ao longo do período em que envolvi directamente na preparação da minha candidatura e na própria campanha eleitoral, pelas minhas leituras, estudos e análises, constatei que sendo a Assembleia Municipal um dos dois Órgãos de Soberania do Poder Local, relativamente ao contexto actual, carece de maior robustez, por forma a lhe permitir uma maior afirmação no espaço público, ou seja torna-se necessário reenquadrar o essencial das suas competências e atribuições, para que as nossas Câmaras Municipais passam a praticar uma gestão mais cautelosa e mais responsável.

Como Presidente da Assembleia Municipal de Tarrafal de São Nicolau, bater-me-ei por transformações consequentes, que assegurem à Assembleia Municipal o protagonismo crescente e responsável na nossa arquitectura autárquica.

À Câmara Municipal eleita, na pessoa do seu Presidente Dr. António Soares, quero oferecer toda a minha energia e empenho, no sentido de fazer com que a Câmara Municipal de Tarrafal de São Nicolau, venha a ser no país, um exemplo a seguir.

Reafirmamos, por isso, o desejo de uma sádia cooperação institucional, e aproveito a ocasião, para aqui publicamente sublinhar toda a minha vontade de continuidade de uma colaboração leal e frutuosa, mas colaboração essa que agora terá de ter sempre como suporte, uma fiscalização activa e rigorosa.

Havendo uma Câmara sem pluralidade, e, portanto, sem entraves directas à aplicação do seu programa, compreende-se que a Assembleia Municipal seja chamada a um papel simultaneamente de viabilização racional das suas políticas, e de controlo permanente dos seus actos. Teremos de saber distinguir e respeitar a separação de poderes.

Esperamos assim, que a presença assídua do executivo camarário nas nossas sessões ordinárias ou extraordinárias, quer seja para responder a perguntas diversas ou para debater sobre assuntos de relevante interesse municipal, ganham especial relevo, como instrumentos continuados de controle – freio e contrapeso – da Câmara Municipal.

Rigor, transparência e verdade terão de ser as palavras-chave do nosso mandato.

É a doutrina com a qual todos teremos que ser coerentes, estejamos onde estejamos, pois só essa atitude fará radicar as nossas convicções no cerne de uma cultura democrática, assente na liberdade do espírito, pois caso contrário, desvitalizaremos a democracia sem honra nem glória.

Com a população do nosso Município, queremos aqui assumir o compromisso, de sempre e em primeiro lugar, defender os seus interesses próprios. É isso que faremos, fazendo valer, de forma legítima, razões de justiça e de prioridade pelas quais reclamam e que são devidas.

Aos Sanicolaenses, espalhados pelo Mundo e pelas nossas nove ilhas, renovo o meu compromisso de tudo fazer para justificarmos o orgulho que todos temos na terra onde nascemos, a Ilha de São Nicolau!

Assim, para terminar, Senhor Primeiro Ministro, permita-me de novo dirigir à Vossa Excelência, para dizer que a nosso ver, a vossa presença aqui nesse acto, representa, a enfatização de uma nova etapa para a ilha de São Nicolau.

Senhor Primeiro Ministro, embora conscientes da situação critica da economia mundial, mas não posso deixar de aproveitar a ocasião, para encarecidamente pedir ao vosso governo, que nos garante o apoio necessário, para que sejamos capazes de fazer neste nosso mandato, com que o tracejado do contorno da ilha de São Nicolau no mapa de Cabo Verde, passa definitivamente a linha cheia.

Senhor Primeiro Ministro, liga-nos fisicamente ao mundo que seremos capazes de encarregar do resto.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Como disse o poeta, «hoje a vigília é nossa». Pois aqui estamos, para dar o nosso melhor. Para servir o nosso Município. Afinal, apenas para cumprir o nosso dever.

A todos muito obrigado.

sábado, 17 de maio de 2008

Discurso Encerramento

Lei da vida ta dzé k tudo o k começa, devé tem um fim, e nós campanha eleitoral ka pode fugi a isso, assim nô ta li junto má bocês hoje nesse grande comício festa, pa junto nô encerra oficialmente nós campanha eleitoral.

Nós campanha onde nô mostrá e demonstrá, de forma inquestionável, k nós equipa é a melhor opção pa dirigi o nosso jovem Município.

Na tudo campanha eleitoral, ta contcé coisas doces e coisas amargas, mas um ta confessá bocés que a gostosura da doçura teve sempre mais presente na nha boca, pois apesar de conotode como “desconhecido”, um foi sempre bem recebido pa tudo onde nós equipa passa.

Nha caixa de correio, tanto de telemóvel, como de correio electrónico, teve sempre cheio de mensagens de apoio e de elogios.

Nha telemóvel dificilmente consegui descansá, de tonte telefonema.

Tudo isso ta fazeme senti k nha manera de ser e nha forma de relaciona má tudo gente, escrevé a palavra AMIZADE com letras gordas na dicionário de nha vida.
Tudo isso ta fazeme senti k apesar de muita canseira e de muito stress e, mesmo sem o conhecimento de qual ta bá ser o resultado nas urnas, mas k valeu a pena, valeu a pena ter estode durante esses 26 dias, junto de gente humilde de localidade onde um dia um nasce e onde um vivé uma infância feliz.

Mas durante esse campanha um vivé momentos de grande tristeza, k provocá lágrimas na cada conte de nhas oio e k um tentá disfarçá sempre deboche nhas óculos escuros.
É triste constata k ainda nô tem gente k ta vivé deboche de tonte miséria,
é triste senti k enquanto um ta desperdiçá diariamente uma boa porção de cmida mas espalhode pa esse nós ilha scalabrode, tem um data de gente ta passá dias e mais dias de fome.

Tantas vezes antes de dormi um perguntá: mas porqué tanta injustiça nesse mundo?

Tantas vezes um uvi oio de tcheu crianças de nós Município, ta dzeme k nô ta dzé k ês é futuro, mas k nô ta continuá ta tchás desamparode no presente,

K nô ta dzé k ês é esperança da paz, mas k nô ta continua ta induzis a violência,

K nô ta dzé k ês é a promessa do bem, mas k nô tês entregue a mal,

Na sés boca um lê k ês ka ta deseja apenas a festinha de nós carinho, mas sim ês ta suplica uma educação com amor,

K ês ka ta pedi apenas brinquedos, mas também bons exemplos e boas palavras,

K ês kré pa gente orientás, pa o k é bom e justo na vida, k ês kré pa nô jdás hoje, pás ka fazen tchora amanhã.

K ês kré pa gente corrigis enquanto for tempo, mesmo k ês tiver de sofré um pouco,

Assim um tava apela a tudo governantes e políticos de Cabo Verde, por favor, nô tenta ser bons exemplos pa criança de nós Terra!

Mas um ta dzé a tudo criancinhas de nós Município, k embora a Assembleia Municipal tenha apenas o poder deliberativo, mas um ta confiante k um ta consegui fazé com k ês ka bem ser apenas o ornamento de nós carinho,k um ta consegui fazé com k ês seja orientode pa tudo o k é bom e justo.

Um kria aproveitá pa dzé a tudo gente de nós Município k nunca um fui nem nunca um ta ser um corta-fita.

Kem partilhá infância má mim, sabé k sempre desde garotinho, um foi um líder. Mas um líder leal, compreensível, cheio de dignidade e personalidade.

Nha sonho é fazé com k população de nós Município senti sempre orgulho de kem ês elegé como primeiro Presidente d'Assembleia Municipal de Tarrafal São Nicolau.

Assim um ta tchá li clore k um ti ta concorre é pa ser Presidente da Assembleia e não deputado Municipal.

Também pa evitá qualquer tipo de convite futuro, um ta tchá li clore k um ka ta pretende recandidatá ou candidatá pa qualquer tipo de cargo politico.

Um tem certeza k 4 anos é suficiente pa retribuí a Concelho onde um nasce, tudo o k el teme proporcionode na vida.

Nha ambição é de ser um exemplo na país, como Presidente d'Assembleia, e de fazé com k nô passá ta ser um modelo, na gestão autárquica Cabo-verdiana.

Assim bocês pode contá com uma Assembleia moderna, uma Assembleia rigorosa, uma Assembleia interventiva, mas acima de tudo uma assembleia de diálogo constante.

Uma Assembleia onde população tem de marcá sempre a presença, não uma presença decorativa, mas sim interventiva, uma Assembleia k ti ta bá estode ao lado da Câmara pa fazes cumpri tudo sés promessa de campanha. Um Assembleia k ka ti ta bá permiti qualquer tipo de desvio, seja qual for o tamanho.

Por ter nascido e criode na um aldeia de pescador, e consciente de sés dificuldades, um kria tchá um mensagem de esperança a tudo nós pescador.

Um kria dzés pás continuá de cana em punho, ta escreve o inesperado e ta lé na correnteza do mar o poema da esperança ou talvez um segredo irrevelado k nunca nenhum poeta ta consegui escreve. Pás continuá ta pesca, mesmo k seja por instinto, ta lança e ta recolhe linha, ta espiá pa finito e pa infinito, ta procurá o peixe desconhecido, mesmo k és tiver de ser os últimos ta regressá de um mar deserto, porque um dia ês ta ser recompensode.

Pa terminá, um kria dzé tudo população de nós municipio k nha consciência ta tranquila, pois um ka kré pa mim, qualquer tipo de bem material, porque o bem material ka tem valor na nha vida, mas um kré sim, bocês amizade, bocês carinho, um kré senti bocês sodade, antes de ter de voltá pa nha local de trabalho, um kré oiá na bocês olhar, uma vontade enorme de ter mim sempre presente.

Pa akés k até agora nô ka consegui ganhá sés intenção de voto, um kria dzés k embora na vida ninguém ta consegui volta pa trás e fazé um novo fim, mas qualquer um de nós ta consegui começa sé novo fim grinhacim.

Assim ainda há tempo. Akés k ta confuso, akés k ainda ka consegui oiá k o final feliz é junto má nós, nô ta dzés ka bzot volta pa trás, mas bzot começá grinhacim, bzot bem fka junto má nós.

Nós canoa ti ta espera pa bzot. Ka bzot continua atoa.

Só é possível desenvolve nós Município se nô continuá junto.

Vamos Continuar, Juntos!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

PLATAFORMA ELEITORAL - Principais Actividades a Realizar

Organizar ainda melhor para continuar a dinâmica do trabalho, por forma a desenvolver cada vez mais e fazer prosperar o Município do Tarrafal.

1. Elaborar o Plano Director Municipal e o Plano Desenvolvimento Urbanístico;

2. Criar todas as condições necessárias, visando a elevação da Vila do Tarrafal, à categoria de Cidade;

3. Promover e incentivar o turismo como actividade geradora de rendimentos e promoção de emprego;

4. Apoiar e Fomentar o Desenvolvimento das Pescas;

5. Electrificar as Localidades da Rª. Prata e Fragata, em parceria com o Governo/Electra, garantindo uma taxa de cobertura eléctrica a 100% no Município;

6. Eleger o saneamento básico (rede de esgotos) e a ligação de água ao domicílio, em parceria com o Governo, como prioridades fundamentais para o desenvolvimento do Município;

7. Continuar a apoiar a reabilitação e a construção de moradias próprias aos carenciados, construir moradias sociais (250 focos) e 100 casas de banho para os mais carenciados;

8. Diligenciar para a construção do Liceu, com todos os requisitos necessários para o seu crescimento e para a estimulação e afeição ao estudo;

9. Continuar a incentivar e a apoiar os alunos carenciados na continuação dos seus estudos;

10. Construir um Campo de Futebol relvado na Vila do Tarrafal, e reabilitar, construir os campos de futebol da Praia Branca, Rª. Prata, e Hortelã;

11.Construir Placas desportivas e Centros Comunitários nas zonas do Município, com maior grau de necessidade;

12. Instar junto do governo para a construção da estrada Tarrafal/Praia Branca/R.ª Prata/Fragata e construção de uma via rápida que ligará a Vila do Tarrafal ao Aeroporto;

13. Desenvolver a agricultura e pecuária nas diferentes localidades do Município, em parceria com a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, com a introdução de novas técnicas de cultivo e irrigação e melhoramento de raças de gado;

14. Construir, em parceria com o Governo, diques e barreiras para a retenção da água das chuvas nas localidades da R.ª Prata e Fragata;

15. Fazer reforçar a equipa, os serviços e as estruturas de saúde no Município;

16. Desenvolver a interactividade via Internet, entre a Câmara Municipal e todos os munícipes;

17. Continuar com a realização das actividades sociais, económicas, culturais, desportivas e recreativas já iniciadas e promover a sua incrementação;

18. Estabelecer e assinar acordos, protocolos e geminações com as Câmaras e outros parceiros nacionais e estrangeiros.

Biografia do Nosso Candidato à Presidência da Câmara Municipal

António Lopes Soares, nasceu a 10 de Fevereiro de 1963, na localidade de Praia Branca, Município do Tarrafal, S. Nicolau, Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, casado com Deolinda Almeida da Conceição Pereira Soares. Filho de Eduardo Teófilo Soares e de Maria Ana Lopes. Tem três filhos e é Licenciado em Economia pela Universidade de Havana, República de Cuba em 1995. É quadro do Ministério das Finanças de Cabo Verde.

Ingressou na Função Pública, como Secretário de Finanças Estagiário da Direcção-geral do Ministério das Finanças; Transferido para Repartição das Finanças de São Nicolau em 1986; Promovido a Secretário de Finanças de 3.ª Classe, chefiou a Repartição de Finanças de São Nicolau até 1992; Transferido para Praia onde desempenhou as funções de Chefe de Divisão da Direcção Regional das Contribuições e Impostos de Sotavento e procedeu a inspecções a todas as Repartições da Região do Grupo daquelas ilhas; Inspector Tributário junto do Secretário-geral do Ministério da Coordenação Económica em 1998, foi destacado na Direcção Geral do Tesouro onde participou na implementação e desenvolvimento do sistema informático de cobranças das Finanças; Requisitado no ano 2000 para prestar serviço como Secretário Municipal da Câmara da ilha do Sal; Transferido novamente para Praia exerceu as funções de Director-geral do Património do Estado; Ainda fez parte da equipa de Procurment do projecto Milennium Chalenger Acount Cabo Verde; De 2005 até a presente data exerce as funções de Presidente da Comissão Instaladora do Município do Tarrafal de São Nicolau, seu Município de coração.

Discurso Apresentação Lista - Ribeira Prata

Saudações,

Um visita Ribeira Prata pa 1ª vez com 13 anos de idade, convidode pa Tchida de Nha Olga, nesse tempo jam ka otchá camarão na Ribeira, mas um otchá “Sapo ta fma cigorre” e manga ta estragá na tchom. Um fka nesse altura encantode com a beleza e tranquilidade desse localidade, k manté gravode sempre na nha mente.

Pessoalmente um tava gostá k Rª. Prata tivesse já alcançode, um nível de desenvolvimento k sês habitante ta merecê.

Mas, é impossível desenvolvimento sem Electrificação. Pa mim nôs Democracia tem de ser: “Electrificação de todo o País, mais a participação popular”. Assim um ta admirá é k manera k durante quase 16 anos, em k a única Câmara existente na ilha, foi gerido sempre pa partido k autodominá pai da Democracia, ka consegui trazé electricidade pa Rª Prata.

Embora como candidato a Assembleia, ka ta competime falá de projectos da Câmara, mas um ta pedi Soares desculpa e nesse aspecto um ta abri um parentise.

Electrificação da Rª. Prata e Fragata, é prioritário pa nôs em termos de execução de projectos e não apenas em termos de promessa de campanha.

Ka é Câmara k tem responsabilidade sobre a energia, pois actualmente esse responsabilidade é do Governo, através da Electra, mas é preciso k Câmara colaborá, k Câmara seja sempre um parceiro de Governo/Electra pa k electrificação da Ribeira Prata, torná realidade.

Mim, enquanto quadro da Electra, desde k um aceitá liderá lista de PAICV pa assembleia um tem tentode exercé alguma influência na nhas colegas de Planeamento e Infra-estruturas na Electra, pa q seja possível concluí o quanto antes possível, a rede eléctrica k ta bem de Tarrafal pa Ribeira Prata, passonde pa Praia Branca e terminonde na Fragata, pa nô passá assim ta tem na nôs Município, um taxa de cobertura de electricidade a 100%.

Maior problemas de Projectos do tipo é financiamento, mas quanto a isso nô pode considerá k el ta ultrapassode, porque rede até Praia Branca já tinha financiamento há mto tempo e kel troço de rede de Praia Branca até Fragata, Dr. José Maria Neves, enquanto 1º Ministro, assumi publicamente na apresentação de nôs candidatura na Tarrafal k sê governo ta assumil.

Continuação desse rede de Praia Branca pa Rª. Prata e Fragata deve rondá aproximadamente uns 32 mil contos, assim um kria dzé bocês k tem todas as condições pa dentro em breve nô ter Luz eléctrica na Ribeira Prata e 24 horas por dia.

Mas de execução desse e outros projectos pa Rª. Prata, ta kabé a Soares, enquanto candidato a Presidência da Câmara falá bzot dês.

Nô ta li pa apresentá bocês nôs equipa pa Câmara e pa Assembleia, assim como Líder pa Assembleia, um kria, fazé um breve referência a três fidjo de Ribeira Prata k ta integrá nôs equipa:

José Francisco, um trabalhador de garra, homem sério e integro e k deboche de tudo sês limitações, el tem apostode tcheu na desenvolvimento de sê localidade,

Edirceu, um jovem dinâmico, cheio de personalidade, empenhode na melhoria de condições pa sê localidade,

e Vanusa uma bela moça k embora residente na Tarrafal, mas ela ta carregá Ribeira Prata sempre na coração.

assim, Rª. Prata ta muito bem representode na nôs Assembleia,

Mas qto a mim, a melhor representação, tem de ser toda a população da Ribeira Prata. Na nôs Assembleia, pessoalmente um kré implementá um modelo de funcionamento diferente, um modelo mais democrato, pois nô ta fazé questão de na Assembleia, a população ter a palavra em primeiro lugar e um kré pa gente de Ribeira Prata fazé ser uvido na Assembleia, pa gente de Ribeira Prata participa activamente na desenvolvimento de nôs Município.

Pa isso um ta pedi bocês, pa uvi também os projectos e as ideias do partido concorrente, pa bocês fazé um comparação entre kel de nossa e kel de seus e bocês optá, pa kel kê mdjor. Mas, ka bocês dá mais chance de ser levode pelas euforias da mudança, pois sês atitude é quase sempre enganadora e pa isso ês ta preferi continuá ta tchá Ribeira Prata na escuro.

Nô tem de continuá juntos, pa gente de Ribeira Prata passá ta vivé sempre esclarecido e na luz clore de Electra.

Nô tem de continua juntos, pa nô fazé com k Ribeira Prata passá ta ser akel lugar onde tudo gente ta bem bscá Mam Bia um caninha de greja, mas com a certeza k quando ês voltá ês ta otchá mam Bia.

Vivas,

Discurso Apresentação Lista - Praia Branca

Saudações,

É com grande honra k um ta li hoje lado a lado má um fidjo de Praia Branca, k na sê infância fartá de brincá tchitchela tchitche na tudo rua e becos desse aldeia maravilhosa

Praia Branca sempre foi uma povoação, pa qual um tive e um tem um afeição grande, devido a manera diferente de sês gentes, devido a sês forma de encará vida e principalmente devido a sês criatividade e sês capacidade cultural.

Ainda rapazinho, quando um visitá Praia Branca pa primeira vez, um otchá interessante o facto de li ter um porta de entrada. Akel kancela na entrada, pa mim é um símbolo de respeito e disciplina de gente de Praia Branca, pa sé povoação.

Nha referência de festas de Romaria sempre foi Sam Jom de Praia Branca;

Em termos musicais, Praia Branca é localidade na S. Nicolau de maior tradição. Nô ka pode eskcê k alem de grandes tocadores de violino, Praia Branca é terra de dois dakês maiores músicos e compositor de Cabo Verde, Paulino Vieira e Morgadinho,

Mas acima de tudo, Praia Branca é Terra ondé k nascé e sempre vivê akel musico e compositor k fazé a Morna mais bela e mais conhecida de Cabo Verde a nível mundial, kel morna k hoje em dia é cantode até pa russos e japoneses,

Nhas gentes, Armando Frino, é um fidjo digno de nôs Município, pa qual nô deve senti sempre um orgulho grande, um compositor k gente ka pode tchá morrê na memória de qualquer geração de Cabo-Verdianos,

Assim ainda ontem, quando um bem visitá Praia Branca, junto má Toy Soares, nôs futuro Presidente, e li na esse lugar onde k nô tá, um dzel k nô tem de transformá esse casa licim, na um casa de artista em homenagem a tudo artistas de Praia Branca e de nôs Município e nô tem k criá condições pa incrementá turismo e esse de certeza ta bem ser dakês pontos turísticos mais visitode na S. Nicolau.

Mas a respeito disso e mais outros projectos k nô tem pa Praia Branca, Soares, tem tcheu tempo pa apresentá bzot ês, pa pedi bzot opinião e pa assumi má bzot o compromisso de k tudo o k el apresentá ta ser realizode.

Pa isso, nô tem de Continuá Juntos e nôs Assembleia ta contá k tudo gente como parceiro, seja el de k cor politica for, pa juntos nô fiscalizá traboi de Soares na Câmara e fazel cumpri tudo sês promessas de campanha.

Um tem dito sempre k nô kré implementá na Câmara um gestão diferente, com base na transparência e k participação de toda a população, assim como nô ta li pa apresentação de nôs lista, um kria agora traçá bzot, o perfil de nôs equipa, kel equipa k ti ta bá estode na Assembleia, pa conjuntamente nô defende interesses de S. Nicolau,

Esse equipa onde Praia Branca ta devidamente representode através de três jovens dinâmicos, sérios e motivode, um ti ta referi a Edson, Jonas e Olivethe.

Na nôs equipa nô tem uma percentagem de mulheres superior a 40%, porque mulheres de uma maneira geral sempre teve uma participação muito activa e muito importante na desenvolvimento de nôs Município. Morgadinho através de sê linda coladeira, ta tchmá nós atenção pa isso, quando el ta cantá, k ês é nós mãe, nós irmã, ês é nós mdjer, ês é nós tude.

Assim, um ka tem duvida e nha feeling ti ta fazeme senti k bzot aposta é na nós equipa e k bzot kré pa nô continuá juntos.

Vamos Continuar, Juntos

Vivas

Discurso Apresentação Lista - Tarrafal

Saudações,

Já bzot devé ter percebido k um tem sempre um vontade enorme de falá má gentes de S. Nicolau, mas hoje um ka ti ta bem falá tcheu, porque hoje nôs objectivos é dá bzot a conhecê nôs equipa, kel equipa k bzot sem qq tipo de percipitação ti ta bem escolhe dia 18 de Maio, pa juntos nô continuá ta construí e desenvolvê nôs Município.

Hoje um ka ti ta bem falá tcheu, porque senão de POETA um podé passá ta ser PROFETA.

Mas um kria aproveitá o facto de nô estode na um espaço de profecia, um espaço k foi criode pa um de nhas herói de infância, um profeta de Tarrafal, Nhô Padre Gisgualdo e dzê bzot k assim como Paulino Vieira, grande musico e compositor, fidjo desse município ta cantá na um de sês musica mais melódica, e dakês mais bnito de Cabo Verde, “mim também jame kria ser poeta, jame kria ser poeta pa escreve um mar de poesia ta pedi Deus pa fazé prevalecê na Tarrafal um ambiente de convivência sã, um ambiente de amizade, um ambiente de entreajuda, um ambiente de fraternidade e acima de tudo um ambiente ondê k nós tudo ta respeitá ideias e diferenças dos outros”.

Mas mim tbém um kria ser poeta pam escreve um mar de poesia ta pedi Deus pa iluminá cabecinhas ocas de tudo kês k ta pensá k ma Democracia é um tipo de delegação de competências a meia dúzia de gote pingode, um tava escreve um mar de poesia ta pedi Deus pa pôs na bom caminho porque nôs terra precisá de nôs tudo. Nôs tudo tem k contribuí pa crescimento de nôs país, cada um á sê manera, mas sempre de forma positiva.

Durante nôs campanha, nô ka ti ta bem respondê a insultos nem provocações de ninguém, nô ti ta bem fazé tudo pa mostrá k na Tarrafal politica é feita de forma diferente, nô ti ta bem fazé um campanha pedagógica, um campanha de debate de ideias, um campanha de troca de opinião, um campanha de esclarecimento e dá povo a possibilidade de escolhe akel equipa k tem mdjor condição pa geri nôs Município.

Mas um cosa é certo, sempre k alguém tentá baralhá cabeça de seja el kem for, nô ka ti ta bem dal esse prazer, nô ta fazé tudo pa esclarece o k for preciso é necessário.

O k nô kré é pa tudo gente tem possibilidade de votá em consciência,

Nô ka ti ta bem tentá comprá voto de ninguém k meia dúzia de sacos de cimento nem k groguinha,

Tudo o k nô tem pa oferecê, pa jdá, pa partilhá, nô ta proporcionás depois das eleições e com a certeza k pa nós tudo, o sabor ta ser mais especial e o aproveitamento ta ser mdjor.
Um kria dzê bzot k nô tem de continuá juntos ta prepará pa transformá nôs município na um Município diferente, num Município em que a integração social, a paixão, a amizade permanente e a maneira especial de sê povo ta ser principiais regras de sê funcionamento.
Por isso um ti ta bem dá bzot a conhecê o perfil de kel equipa k na Assembleia Municipal ti ta bem fiscalizá ês tais regras de funcionamento, kel equipa k ti ta bem imprimi mais credibilidade, mais transparência e mais confiança a nôs Município.

Nô tem um equipa jovem e com motivação, em k a média da idade é de

Nô tem uma equipa com uma presença feminina de 43%,

Nô fazé esse questão, face a papel k mdjer tem desempenhode na desenvolvimento de Município de Tarrafal;

Mas acima de tudo nô tem um equipa de gente bnito, mas atenção, gente bnito por dentro e por fora.

Ês escreve na um panfletinho de seus k mim é um desconhecido, entom um amigo de meu na S.Vicente dzeme “um uvi dzê k bô é um desconhecido, qdo bô bá pa S.Nicolau dzê esse pessoa k um mandá dzel k na S. Vicente nôs é um data k tava gostá de ser pulga de bô gote, dzel k seria bom se 10% de população de Cabo Verde, fosse tão conhecido”.

Raciocínio desse amigo ka ta errode, pois: Manera k um pessoa kê Director de Sistemas de Informação na Electra, kê Director Interdepartamental na IESIG, k já redigi e prepará um data de manual de cursos diversos, k já dá formação na Cabo Verde, pa milhares de jovens, dos 12 aos 70 anos, k durante sê curso de licenciatura na Informática, na um Universidade cheio de árabes, latinos, europeus e estudantes de outros países de Africa, foi eleito durante 2 ano consecutivo Presidente de concelho de estudante estrangeiro, um engenheiro k na um ilha como S. Vicente ta presidi a Direcção Regional da Ordem dos Engenheiros, um Engenheiro q já foi consultor informático de Hotel Djadsal e Mindelhotel, Cabnave, Fabrica Tabacos, Garantia, BCA, Enacol, Câmaras Municipais de Paul, Rª Grande, Porto Novo e S. Vicente, entre outros, pode ser desconhecido. Mas mim um ta dzé esse amigo de meu k infelizmente vida até agora ka tinha dode geração de nha ilha k tem idade até 26 one a possibilidade de concheme dret.

De facto ou esse pessoa é cego, surdo, ou el ti ta pô em prática a estratégia partidária enganadora.

Na nôs equipa, nô tem um grupo considerável de Professores, porque professor tem um papel importante na desenvolvimento de qq município emergente, é professores é k ta formá gente, fazês ser homens de amanhã. Quando nós é piknim nô tem de bá pa escola e nôs Município ta ainda na idade escolar.

Mas também, nô tem empresários, agricultor, trabalhador, estudantes e funcionários públicos diversos.

Enfim nô tem um equipa com qualidade e capacidade suficiente, pa representá da melhor forma possível na Assembleia, tudo localidade de nós Município.

Pa isso nô tem k continuá juntos.

Vivas

terça-feira, 22 de abril de 2008

OS NOSSOS CANDIDATOS À ASSEMBLEIA MUNICIPAL

EMANUEL SPENCER


JOSÉ ARAÚJO


ENEIDA RAMOS DOS SANTOS


EDSON FERNANDES


VIVIANE GONÇALVES


JOSÉ FRANCISCO SOARES


PAULINA RAMALHO


FRANCISCA PINTO


AGOSTINHO DUARTE


JOÃO SPENCER


HELDER DUARTE


OLIVETE GOTHE


PEDRO CABRAL


MARIA DO MONTE EVORA


ILIDIO ARAÚJO


VANUSA VIEIRA


PEDRO OLIVEIRA


CELINA DUARTE LOPES


IDIRCEU RAMOS


SAIDA DUARTE


FRANCISCO SOARES

OS NOSSOS CANDIDATOS À CÂMARA MUNICIPAL

ANTÓNIO LOPES SOARES


JOSÉ ANTÓNIO SOARES GOMES


SAMIRA MORAIS


ELCIDES RUFINO DA CRUZ


HILIRIANO SPENCER


ANILDO MARTINS


CLAUDIO SILVA


LEONILDA FERNANDES

domingo, 13 de abril de 2008

Vamos ser sérios, por favor, ainda há tempo

Sei muito bem que os insultos pessoais fazem parte das nossas vidas, e que quanto mais cedo aprendermos a conviver com as intrujices maior será as nossas potencialidades. Hoje infelizmente, até o bom nome de JESUS, que segundo dizem se chamava de Emanuel, é insultado. Mas isso não pode servir de escudo ao insulto, ao achincalhamento, à injúria ao jogo sujo e aos métodos manipulativos que existem no sangue de alguns dos nossos políticos.

Discordo em absoluto com a forma como se insiste em continuar a fazer politica em Cabo Verde. Destruir ou assustar, intimidar ou difamar, associar com heresias e carimbar com ignomínia, são esses os tristes episódios que tenho assistido, desde a apresentação das mais diversas candidaturas para as eleições autárquicas.

Assistindo a tudo isso, fico até com a impressão de que no nosso país, não existe nenhuma diferença ideológica, o que existe são insultos que transformam os projectos políticos num circo ou numa arruaça.

As pessoas não são obrigadas a concordar umas com as outras, mas devem respeitar-se. O debate de ideias é de salutar, a ofensa não. Engana-se muito aquele que pensa que a ofensa pessoal é o caminho mais fácil para combater as ideias dos outros.

Não podemos dar tréguas a quem interpreta a política como um jogo onde pessoas devem ser destruídas. Não se deve facilitar a tarefa aos desbocados patrulheiros do pensamento politicamente correcto.

É muito fácil andar a insultar-se, mas por ser politicamente incorrecto, esse método não pode prevalecer nas nossas campanhas eleitorais. Não pode prevalecer porque fomenta o desrespeito generalizado no seio dos eleitores e após as eleições, “feitiço ka ta vrá somente contra feiticeiros, mas sim contra nós tudo”. Assim, mudemos radicalmente de ser e de agir, para que a política em Cabo Verde venha a ser, finalmente, das actividades mais nobres dos seres humanos. Vamos ser sérios, por favor, ainda há tempo.

Meus caros concorrentes à Câmara de Tarrafal, São Nicolau!

Sob pena de inquinar todo um projecto, alguém tem de ensinar como se deve fazer politica e eu, como sempre gostei de ensinar, essa vai ser a minha preocupação durante a nossa campanha eleitoral. Tarrafal precisa de todos nós. Se o vosso objectivo é de insultar para afastar quem tem pontos de vista diferentes, peço as minhas sinceras desculpas, pois não posso fazer essa vossa vontade. Por esse caminho não contem comigo, pois pretendo que em Tarrafal, sejamos um exemplo de civilidade.

A mim, à minha família, aos meus colegas e aos nossos apoiantes, podem insultar à vontade, pois por um lado, insultos não nos atingem, e análises vagas e ordinárias só comprovam a falta de argumentos políticos e quando vindos de ferozes adversários, os insultos políticos podem ser sempre usados como elogios, pelo menos por quem os recebe. Vão aprendendo essa lição, com aquele que já apelidam de “poeta desconhecido”.

sábado, 22 de março de 2008

MUNICIPIO DE TARRAFAL S. NICOLAU

Outrora considerada uma aldeia piscatória, Tarrafal de São Nicolau acabaria por conhecer um acelerado desenvolvimento, que a levaria à categoria de Vila no início da década de noventa.

O notório crescimento verificado, despertou nas populações locais o desejo de autonomia, aspiração que veria a concretizar-se com a elevação da região a Concelho.
Criado em 2005, através da lei n.º 67/VI/2005, resultou da desanexação de parte do território do Concelho de São Nicolau, que passou a denominar-se Concelho da Ribeira Brava.

Ocupa a região Sudoeste da Ilha de São Nicolau, integrado por sete zonas: Fragata, Ribeira Prata, Praia Branca, Tarrafal, Cabeçalinho, Hortelã, Palhal, e Ribeira dos Calhaus, com uma superfície total estimada de 120 Km2.

Ocupa a parte Sudoeste da ilha de São Nicolau, com cerca de 42 km de costa, e o maior cumprimento de cerca de 22,5 km, no sentido Sul/Norte


1. CLIMA

À excepção do vale da Ribeira Prata/Fragata, o município sujeita-se em quase toda a sua extensão ao efeito dos ventos de SW e o harmatão, de que resulta um clima essencialmente quente e seco, consequência da exposição solar. A maior parte do território é assim árido.

Nos vales e zonas de altitude, as temperaturas são amenas, o que não ocorre na baixa litorânea, onde as temperaturas são relativamente elevadas.

A pluviosidade é muito variável de ano para ano e, como regra as precipitações tem carácter torrencial, em decorrência da topografia do território, de declive essencialmente acentuado.

De acordo com os dados apresentados no documento “Contribuição da agricultura e actividades afins no desenvolvimento do Concelho; Perspectivas com a modernização da produção”, podem ser identificadas a nível do Município cinco zonas climáticas:

Zona muito árida que abrange a plataforma baixa litorânea, em altitudes que chegam aos 200/250 metros, e com orientações Sul e Oeste;

Zona árida da plataforma baixa litorânea e com orientações Norte e Nordeste a qual, se desenvolve em altitudes não superiores a 200/250 metros, e a do relevo intermediário do acidentado dorsal Este-Oeste que se desenvolve em altitudes superiores a 100 metros;

Zona semi-árida da plataforma baixa litorânea e que se desenvolve em altitudes superiores a 250 metros e a dos relevos culminantes e escarpas orientadas a Norte- Nordeste na dorsal Este-Oeste; cobre a maior superfície do Concelho;

Zona sub-húmida dos relevos intermédios da fachada montanhosa de Nordeste, a qual se desenvolve em altitudes de 200/300 - 600/700 metros;

Zona húmida dos relevos culminantes da fachada montanhosa de Nordeste, entre as altitudes de 600/700 e 1100/1200 metros.


2. HISTÓRIA

Um ano após o descobrimento de Cabo Verde, nomeadamente das ilhas do Sul, a ilha de São Nicolau foi avistada pelos emissários da coroa portuguesa, decorria o ano de 1461. De acordo com dados históricos disponíveis, a ilha terá sido avistada a 6 de Dezembro desse mesmo ano.

O povoamento demorou a acontecer devido possivelmente, ao relevo montanhoso e às dificuldades de acesso, ou então por não constituir uma prioridade no plano de povoamento e exploração económica do arquipélago, pois “(...) a ocupação mais ou menos efectiva das ilhas encontradas desertas, dependia, em primeiro lugar, do seu interesse económico imediato, da possibilidade de se extrair delas, com o mínimo de esforço e em pouco tempo, o máximo proveito possível (..)”. (FILHO, 1996:33), objectivo esse que pelo menos nos primeiros anos não podiam ser proporcionados com a exploração da agricultura e da pecuária.

Em meados do século XVII teve finalmente inicio o povoamento da ilha de São Nicolau, com o estabelecimento de um ancoradouro no Porto da Lapa, que segundo consta terá sido o primeiro da ilha.

Povoaram-na colonos vindos da Metrópole, pertencentes a diversas camadas sociais: I) Fidalgos militares portugueses e também alguns espanhóis e genoveses, mandados pelos reis e que constituíam, nessa época, os elementos da classe mais elevada; II) Sacerdotes, que representavam o lado espiritual da colonização, influenciando a organização moral da sociedade que se erigia; III) Degradados, alguns condenados às vezes por crimes ou pecados assim considerados na época; IV) Homens bons, lavradores e artesãos - que foram os verdadeiros habitantes - capazes de uma actividade permanente e duma rotina laboral.

Escravos negros trazidos da Costa e Rios da Guiné e mestiços oriundos de ilhas já povoadas, foram também utilizados no povoamento da ilha.

Movidos pelos constantes ataques de piratas, os habitantes do Porto da Lapa, acabariam se transferindo para Ribeira Brava, que ascenderia, à categoria de Sede do Concelho e ilha de São Nicolau e a partir de onde, se deu a ocupação de outros pontos da ilha, com particular incidência nos vales, impelidos provavelmente, pela disponibilidade de água.

Relativamente a Tarrafal, registos datados 1784 dão conta da utilização do ancoradouro, “se bem que a falta de vias de acesso para o interior do Concelho, e o seu considerável afastamento da Vila, ditassem a sua pouca utilização, por se revelar inconveniente para negociar não obstante a sua localização a Oeste do Concelho garantir abrigo seguro, contra os temporais que nos tempos das chuvas fustigavam a zona Sul”.

Por essa altura, desprovida de qualquer povoação, à excepção de umas poucas casebres de seus poucos habitantes e pastores, Tarrafal, não apresentava as mínimas infra-estruturas de apoio. Ainda assim, as excelentes condições naturais fizeram com que servisse de apoio à frota, designadamente baleei rosa Americanos, tendo ali sido estabelecido uma companhia de pesca de baleia; Existem registos que dão conta de um Açoriano que em 1874 se fixou em Tarrafal para dedicar à pesca da baleia.

Mais tarde, em 1878 a ponta Oeste seria dotada de um farol, que em 1891, seria substituído por um farolim lenticular, ano em que se construiu também uma casa para alojamento do faroleiro.

Deduz-se que o surgimento e desenvolvimento de Tarrafal deveram-se às condições privilegiadas do seu ancoradouro, e às especiais condições da pesca nas imediações.

Em 1886, José António de Carvalho, solicitou e foi-lhe concedido uma licença para construção de um barracão na praia de Tarrafal para abrigo de embarcações e utensílios de pesca.

Nas duas primeiras décadas do Século. XX, a população de Tarrafal, se resumia a uns poucos habitantes, constituídos essencialmente por pastores e pescadores fortuitos que desciam das zonas altas para temporadas de pesca. Alojavam em Grutas e casebres muito precários.

José Gaspar da Conceição fora um dos primeiros a se estabelecer no local, vindo do interior do Concelho, para se dedicar à pesca da baleia, cujo óleo vendia ou trocava por canoas americanas, utensílios e apetrechos de pesca: anzóis a arpões, fisgas, etc. que comercializava.

Por volta de 1919/1920, uns Espanhóis instalaram-se em Tarrafal, conhecido pela abundância de peixe, para se dedicarem à conserva de peixe em Salmoura, que pretendiam exportar para Espanha, onde era muito apreciado. Desenvolveram essa actividade durante cerca de dois anos, nas instalações outrora pertencentes a José Gaspar. Da noite para o dia, desapareceram sem deixar rastos.

Vindo de Tarrafal de Monte Trigo, António Assis Cadório, comerciante, natural de Salvaterra de Magos, instalou-se em Tarrafal com seus equipamentos para produzir conservas, efeito para o qual contratou sucessivamente pescadores vindos da Madeira, para introdução de novas modalidades de pesca, no intuito de elevar a produção. Construiu uma unidade industrial (SUCLA), á volta da qual a aldeia, continuou seu desenvolvimento.

Mais tarde, em 1931, a revolução falhada dos deportados do regime instalado em Portugal, realizada em 4 de Abril desse ano na Madeira ditaria nova deportação, desta vez para Cabo Verde, e a ilha de São Nicolau foi a escolhida.

Foram divididos em dois grupos, um dos quais foi encaminhado para Tarrafal, onde, por não existir qualquer infra-estrutura que pudesse acolher o grupo, foram mandado erigir alpendres, com material pré-fabricado, importado da Alemanha.

“Instalados em barracas de madeira, de boa construção, suspensas no ar, assentes em pilastras de um metro de altura. Têm o jeito de "bungalows" ingleses. Foram construídas na Alemanha e tinham ido para Cabo Verde, quando da tentativa da fundação de um Campo de Concentração na Ilha de São Nicolau.

Documentos referenciados por João Lopes Filho, dão conta que em 1841, existiam portos de menor importância, como é o caso da baía de Barril, que era utilizado no apoio à frota inter insular, mas sobretudo aos veleiros que mantinham ligação com Santa Luzia.

Mereceu também a dotação de um posto fiscal da Alfândega, cuja vaga esteve durante muito tempo por preencher, foi ocupado apenas em 1881. Ainda nesse ano, foi nomeado o Sr. Francisco José do Rosário, para exercer o cargo de guarda-fiscal.

Manteve apesar de disso importância reduzida, e foi desactivada devido ao crescente do calado dos navios, mas sobretudo à inexistência de vias de acesso que permitissem ligação ao resto do Concelho.


3. DEMOGRAFIA

Desde muito cedo, a falta de alternativas na ilha de São Nicolau principalmente para os jovens, traduziu-se num forte fenómeno migratório, nomeadamente para as ilhas do Sal e São Vicente, fenómeno esse que tem contribuído para a redução da população, tendência que atinge a ilha por inteiro. A leitura das tendências reflectidas no gráfico abaixo, leva-nos a constatar que a população residente em São Nicolau tende globalmente a diminuir.

Entre 1990 e 2000 a taxa média de crescimento anual das ilha foi de -0,1%.

Contrariamente à tendência verificada para a ilha, no Concelho de Tarrafal ela se inverte. Dados de 2006, apontam para um ligeiro crescimento na população global do Concelho (5,53%), e um aumento significativo da população da Vila do Tarrafal de cerca de 13%, que vem confirmar a tendência para se assumir como principal pólo de desenvolvimento da ilha.

Em termos administrativos o Município de Tarrafal, com sede na vila do mesmo nome está estruturado em uma única Freguesia, denominada São Francisco. É constituído por 7 localidades, que albergam cerca de 5.370 indivíduos, distribuídos por 1.209 famílias, segundo dados apurados em 2006;

Em termos de sexo a população do Concelho do Tarrafal possuía em Maio de 2006 uma população residente de cerca de 5.370 habitantes, distribuídos por cerca de 1.209 famílias. Cerca de 72% da população encontra-se no meio urbano, enquanto que apenas 28 % habita o meio rural; Está distribuída da seguinte forma: 51,1% de sexo masculino e 48,9% de sexo feminino, se bem que a maioria dos lares sejam chefiados por homens (56,1%).

São cerca de 1.209 agregados,




4. NÍVEL DE POBREZA. EMPREGO E OCUPAÇÃO

São Nicolau é considerada uma das ilhas mais pobres do arquipélago, e certamente, Tarrafal o será também um dos Municipios mais pobres. Dados do INE sugerem que cerca de 43% da sua população vive numa situação de pobreza relativa e 23% em situação de pobreza absoluta. Esta situação é muito mais agravante no meio rural, onde o índice de pessoas muito pobres atinge os 53,5%.

Para além de fracos recursos naturais, a elevada taxa de fecundidade, o aumento da desertificação, o fraco acesso às infra-estruturas, principalmente no meio rural, o fraco espírito empresarial, a fragmentação das parcelas agrícolas e o fraco acesso das populações pobres a terras, o isolamento das povoações, a baixa taxa de escolaridade e/ou formação da população, o fraco acesso das pessoas ao rendimento, devido à elevada taxa de desemprego e/ou o sub emprego tendo em conta o seu carácter precário e sazonal, como por exemplo, as actividades agrícolas e as FAIMO, constituem o principal factor que contribui fortemente para o aumento da pobreza na ilha.

De acordo com o documento Programa Local de Luta Contra a Pobreza (2003), a taxa de ocupação bruta (população empregada/população total) é de 36% e a taxa de desemprego é de 15,4%, em que 8% diz respeito a taxa de desemprego nos homens e 23,9% nas mulheres. A taxa de ocupação feminina é de 30% e a masculina é de 34,8%, o que leva a concluir que existem mais mulheres em situação de desemprego do que homens.
A taxa de desemprego no meio rural é de 12,1% e a no meio urbano de 20,5%. Significa que existe mais desemprego no meio urbano do que no meio rural, principalmente no seio dos jovens, onde muitas vezes as alternativas de ocupação são muito poucas. O emprego no meio rural é na sua maior parte sazonal (consistindo basicamente nos trabalhos de agricultura e/ou FAIMO, ambas correspondentes a situações de emprego precário).

De uma forma geral, a taxa de desemprego é bastante elevada no seio dos jovens, atingindo na faixa etária entre os 14 a 24 anos, cerca de 24,6%.

Quanto à distribuição do emprego na ilha por actividades verifica-se que o sector terciário ocupa o primeiro lugar com 48%, em segundo plano vem o sector primário com 33,1% e por último o sector secundário com 18,9%.

A forte tradição de emigração da população que caracteriza a ilha tem contribuído para o amortecimento dos efeitos do desemprego.


5. ORGANIZAÇÃO SOCIAL

Paralelamente à dimensão económica, a dimensão social constitui um aspecto indispensável para se entender a dinâmica e o funcionamento de qualquer sociedade.

Por isso torna-se indispensável conhecer como as comunidades se organizam socialmente, como tomam decisões, quem são os seus principais agentes, quais são as principais instituições de apoio, constrangimentos, o que fazem para os resolver, etc.

É reduzida a expressão e dinâmica organizativa a nível da sociedade civil, no Concelho de Tarrafal. As poucas associações e/organizações da sociedade civil existentes, estão ainda em fase embrionária e confrontam com grandes problemas de organização interna, funcionalidade e capacidade técnica e criativa.

Tendo em conta os valores cultivados no seio das associações e as funções que desempenham em termos de integração social, são tidos como autênticos parceiros do desenvolvimento local e consequentemente, na gestão sustentável dos recursos ambientais.


6. ACTIVIDADE ECONÓMICA

A economia do Município de Tarrafal é caracterizada essencialmente por disfunções de carácter estrutural associadas à escassez de recursos naturais, à fraca concentração de capital, carência de recursos humanos qualificados, intimamente ligadas à sua condição de Concelho novo, inserido numa ilha considerada periférica, e ao fenómeno migratório.

Suas reais vocações, identificadas como sendo a pesca e turismo, encontram-se por explorar.

A produção do Concelho está fortemente dominada pelo sector primário, assumindo a agricultura, a pesca e a pecuária papeis de destaque. Com excepção da actividade industrial que se restringe basicamente à conservação do pescado, todas as outras são exploradas em regime familiar de subsistência e caracterizadas por fragilidades acentuadas.

A SUCLA (Sociedade Ultramarina de Conservas Limitada), é o maor empregador do Concelho.


7. AGRICULTURA

Apesar das secas cíclicas e prolongadas que têm assolado a ilha de São Nicolau, e consequentemente o Município de Tarrafal, este continua a deter uma forte vocação agrícola. Considera-se que cerca de 28 % dos seus habitantes, correspondente á população rural dedica-se ou depende essencialmente desta actividade para sobreviver.

Das áreas cultiváveis significativa maioria situa-se em encostas, e pequenas parcelas em achadas e leitos de ribeiras.

Não obstante tratar-se de agricultura de auto-suficiência, continua-se a praticar na ilha dois tipos de exploração agrícola: a de regadio e a de sequeiro.

As culturas irrigadas caracterizam-se pela sua pequena superfície, bem como a sua dispersão nos espaços hortícolas. O vale de Fragata/Ribeira Prata, é onde esse tipo de agricultura é praticada com maior expressão a nível do Concelho, a par de pequenas explorações em Espigão (Hortelã) Palhal e Ribeira dos Calhaus, e um pequeno perímetro em Tarrafal.

No regadio cultiva-se a cana sacarina (que de uma forma geral ocupa cerca de 2/3 da área cultivada), banana, hortícolas raízes e tubérculos. Apesar da fraca tradição do cultivo de hortícolas na ilha, a sua produção tende a aumentar com a introdução de novas praticas agrícolas. No concelho de Tarrafal, a prática de cultivo de hortícolas de sequeiro em zonas húmidas, ainda não constitui realidade.

As principais culturas de sequeiro produzidas na ilha são o milho, o feijão e tubérculos. Uma melhor organização desta forma de agricultura passa pela utilização dos solos de acordo com a sua vocação natural. Para tal, deve-se criar na ilha incentivo a prática de agricultura de sequeiro segundo os estratos climáticos, preservando deste modo o equilíbrio ecológico.

terça-feira, 18 de março de 2008

MEU DISCURSO DE CANDIADATURA


Caros
Tarrafalenses,

Um kria começa pa dzé bzot k um decidi estode disponível pa servi nós Município, como Presidente d’Assembleia Municipal, integronde lista k PAICV ti ta apresenta nas próximas eleições autárquicas.

E um tava gosta de explicá bzot o porqué dessa decisão.

Um tinha tcheu motivo pa dzé não a convite k PAICV fazeme.

Um ta confessa bzot k esse foi nha primeira reacção.

Mas depois, logo depois, um bá ta apercebe k’um ka tava fká bem k nha própria pessoa se, um ka aceitasse esse desafio.

Porquê?

Quando nô ta nasce na um ilha como S. Nicolau, e k nô tem fortes ambições académicas e profissionais, inevitavelmente, nô tem k Parti.

Esse Partida ké cantode na maioria de nós Morna ta bá ta transformá em sentimentos diversos, sendo SAUDADE o maior de todos.

Sadade de nha Terra S. Nicolau, sempre tive na mim um efeito maior do k aquele provocod pa caminho longe de São Tomé, cantode pa Cesária Évora, na morna mais conhecida de Cabo Verde, de autoria dum filho desse Município, nosso saudoso Armando Frino.

Bzot permitime, face a esse momento difícil k nós Cise ti ta travessa, desejal uma rápida recuperação e, pa isso um ta pedi bzot tudo pa nô dá um Viva a Cesária Évora.

Fisicamente distante de S. Nicolau, mesmo depois de estode tão perto, á medida k tempo bá ta passá, sodade bá ta pertame e el transformá na um divida fazendo k disposição pa aceitá esse responsabilidade, fká ta depende mais de emoção do k da razão.

Um kré assim confessa bzot k decisão pa aceita encabeçá lista de PAICV pa Assembleia Municipal de Tarrafal, foi consequência de um sentimento de dever do k resultado de uma análise fria e racional sobre esse assunto.

Houve mais emoção do k razão, porque esse é nós ilha, esse é nha Terra, esse é ilha de nhas pais, esse é terra de nhas irmãos, esse é ilha de nhas avó, esse é terra de nhas amigos de infância e juventude e moda bzot sabe, esse até é terra daquel avó d’meu, k embora sendo português de nascença, mas el escolhe Tarrafal pa sempre.

Tudo aquilo k vida teme proporcionode um ta devel de certa forma a S. Nicolau.

Foi ta respirá cheiro de marizia de Tarrafal k’um crescê.

Tarrafal foi pa mim um berço feliz.

Foi esse Vila, então aldeia, k marcome e moldome, k nhas primeiras experiências e sensações, k ta fká na vida inteira.

Foi li k’um tive prazer de aprecia, convive e prende má kés k foi nhas herói d’infancia: Mim é enternamente grato pa aquela k foi nha extraordinária Professora de Escola Primária, Dona Lucília Freitas;

Quando hoje na Instituto ondé k’um ta dá aula gente ta falá de Mestrados, de Mestre pa mim tem sempre presente aquel k foi o Mestre dos Mestres, Nhó Gustinho,

Um ta senti tcheu orgulho quando um ta oiá na parede de empresas, aeroportos e na um data dotes lugar na Cabo Verde, um pintura de grande expressão popular, k feito pa Domingos de Luiza k ta retrat Nhó Pedro Ilau ta coze rede de pesca,

Sempre k um ta uvi um crioulo portuguesode, um ta lembrá naquele grande piscador k bem de Madeira, Nhó António Madeirense e k foi um dakés k contribui tcheu pa pescador de Tarrafal ser os melhores e os mais procurados na Cabo Verde,

Sempre k’um ta uvi falá num recém-nascido um ta lembrá na kés dois grandes parteiras de Tarrafal e ao mesmo tempo duas grandes especialistas pa cura de Reumatismo, k foi Nhana Bia e a Nha Djinha,

Um ta entristeçé sempre k um ta uvi sino d’igreja ta toca, porque um ta recordá na tudo o k, Nhó Padre Gisgualdo fazé pa Tarrafal.

Enfim é tanta gente, tantos heróis de nha infância k ta fazeme senti um orgulho grande em ter nascido e criode li na Tarrafal.

Mas, um ta recordá ainda de momentos de alegria incontida, incapaz de ser descrita, k um vive na nha meninice, na areal limpo de Praia de tedja

Um ta recordá k tcheu sodade, kel ambiente excelente de nha adolescência e juventude vivido li na Tarrafal, onde nós tudo foi sempre amigo de companher.

É esse passado k inúmeras vezes ta surgime em turbilhão, mas sempre k muito sentido, k esteve na base de nha decisão pa ter aceite esse desafio.

Um decidi falá bzot de nhas recordação, porque mim é, e sempre um procura ser autentico na tudo o k um ta fazé na vida e um ta entende k autenticidade quando verdadeira, nunca se el é ridícula.

Um ta espera k quando na campanha um dzé k nha partido é Tarrafal, quando um dzé k um ta amá Tarrafal, bzot ta entende de k esse ka é um afirmação gratuita e sem sentido.

Sim nhas gente, por amor a terra é k um ti ta bem dá nha contributo pa desenvolvimento de Tarrafal.

Amor é dos sentimentos mais nobre do ser humano.

Nô ka ta consegui amá, só porque nô kré comprá voto.

Um ta amá esse ilha, porque um deve a Tarrafal muito do k mim é, porque um ta acreditá k o k nós é, é em larga medida, o fruto de circunstância de onde e má kem nô foi criode.

Gentes de Nha Ilha,

Um kré explicá bzot também, k eleições Autárquicas ta servi pa nó escolhe akés k nô ta considerá ser mdjor pa dirigi nós Município.

Um ka tava aceita fazé parte desse equipa de PAICV, se pa mim el ka fosse mdjor.

É por esse equipa ser mdjor alternativa pa nos Município, é por ele ser equipa k ta reuni mais experiência, mais capacidade e mais competência k um aceitá fazé parte dele.

Um ka ta li pa fazé promessas politicas, mas um ta li pa fala bzot manera k um kré oia Tarrafal e manera k um ti ta bem participá na sé gestão Municipal, como líder de Assembleia.

Um olhar sobre uma terra, é sempre um olhar relativo, porque conhecendo otche terra, tanto na pais, como na estranger, nô ka ta tchá de fazé comparação.

Nha olhar sobre Tarrafal, ka ta tchá de ser influenciode pa Tarrafal de nha infância, mas também pa o k um ta bá ta oiá e ta compará nesse mundo fora.

Assim, um kria dzé bzot, ké impossível fazé cresce e desenvolve um Município moda esse de Tarrafal, somente k esforço de autarquia e de governo.

É necessário k tudo nós continuá Juntos, pa nô participá na construção e na desenvolvimento de nós Município, cada um a sé maneira.

Pa isso é necessário k em primer lugar, nô seja capazes de transforma nós morabeza, nós civismo e respeito pa nós próprio na um grande cartão de visita de nós Município.

Esse tem de ser nós receita pa nô atraí turismo, pa nô atraí grandes investimentos k ti ta bem gerá emprego e desenvolvimento.

Nós ilha é ainda dakés mais pobre de Cabo Verde.

Gente de nós ilha ta carece de muito apoio social, mas moda Dr. José Maria dzé hoje, a melhor politica de apoio social é akel k ta promove criação de emprego e k ta irradiá pobreza.

Nô tem k sonhá, mas mais do k isso, nô tem k tem entusiasmo e nô tem k tem um grande ambição.

Câmaras Municipais tem um papel decisivo na desenvolvimento de Município, pa isso nós Câmara ti ta bem beneficia de nós sonho, de nós entusiasmo, de nós ambição e de nós liderança.

Profissionalmente sempre um foi ambicioso e um tem ambição na fazé tudo pa nós Câmara bem ser um Modelo de Gestão Autárquica pa Cabo Verde.

Um kré contribuí pa k Câmara Municipal de Tarrafal, fazé nasce uma nova era autárquica na Cabo Verde.

Tudo, mas tudo o k ti ta bem passá na nós Câmara ti ta bem estode disponível na Internet.

Durante nós campanha um ti ta bem 3 vezes pa semana, á noite dá aulas de informática e de Internet licim na porta de Sede de nós campanha. Um kré, pa nós crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, passá ta usá Internet.

Um ta pedi também a Dr. José Maria li presente, enquanto Primeiro Ministro, pal jdá gente levá Internet pa tudo escola de nós Município.

Um kré dzé bzot também k como Presidente de Assembleia Municipal, transparência ti ta bem ser imprescindível.

Tarrafal ti ta bem tem um grande explusão de construção.

Porque Tarrafal tem um grande potencialidade. Hoje na inauguração de Matadouro Municipal um comentá má nhas amigos k na Tarrafal até Chiqueiro de Porco tem vista pa mar.

Vista pa mar é um privilegio de poucos seres humanos, assim dentro em breve bzot ti ta bem oiá barco carregode de gente k ti ta bem procurá tchom pa construí.

Bzot podé estode descansode k nós transparência ka ti ta bem permiti k ninguém vrá rico á custa de vendas de terreno, moda tem contcido, na ilhas vizinhas, Sal, Boavista e S. Vicente.

Transparência na relação entre Câmara Municipal, agentes económicos e sociais, instituições religiosas, colectividades culturais, associações desportivas e munícipes de um manera geral, ti ta bem ser pa mim o elemento mais determinante pa criação de emprego, pa tem mais desenvolvimento e pa tem mais justiça social.

Sem relações assentes em processos de clara transparência ka ta tem lugar a confiança.

E quando ka tem confiança é muito difícil gente consegui sonhá, é muito difícil gente consegui tem ambição, e nunca nó ta consegui alcança desenvolvimento.

Como Presidente de Assembleia, um ti ta bem ser um Fiscal atento a todos e a tudo.

Um ta pretende cria na seio de população, concelhos de opinião k ta bem apoiame. A partir de dia 18 de Maio, um kré pa grupo de jovens, grupo de adultos e grupo de idosos começá ta constituí sés concelho de opinião.

Enquanto Presidente d'Assembleia Municipal, um ta bem trabaiá de mesma forma e com a mesma lealdade má tudo eleitos Municipais, quer seja de nós lista, quer seja de lista concorrente.

Embora k nha Amigo d’infancia, Toy Djanor k foi primeira pessoa k pedime pa fazé equipa junto má Soares, dzeme k nô ti ta bem dá chitada, mas um ta dzé Toy um kré Chitada na Câmara, mas na Assembleia Municipal não, porque um precisá d'oposição na Assembleia Municipal. Um kré trabaiá junto má oposição.

Nhas gente,

Ka ta competê a mim apresenta projectos k nô tem pa Tarrafal, a seu tempo Soares ta fazel, no entanto, pa conversa k’um tem tido má el, um constata k el tem ideias, el tem capacidade, el tem energia, el tem determinação e inteligência suficiente pa continuá ta fazé tudo o k tem de ser feito pa esse Município bem afirma como um local onde não tão só ta valê pena vive, como também um espaço de realização pessoal e profissional pa todos.

Esse é o k um kré, pa pode tem condições pa jovens desse ilha quando és regressa de sés curso, és consegui fká li na S.Nicolau, e pa nunca és senti kel tristeza k um tive, quando um regressá de curso e k um tive de parti de novo porque na altura ka tinha traboi pa nha Curso.

Pessoalmente moda um data de bzot, um constatá que nesse momento Soares é pessoa k tem as melhores condições pa continua à frente do desenvolvimento desse Município.

Um ta reconheçé nele a determinação e o entusiasmo k el ta pó na causas kel ta acredita, apesar de pouco tempo à frente de Comissão Instaladora, el desenvolve um traboi notável, k ta bem servi de base a muito daquilo k nó ta pretende desenvolvé.

Mas pa mim o k foi mais notável, na sé desempenho à frente da Comissão Instaladora foi a capacidade k el revela pa coordena equipas compostas por elementos de diferentes características, formação, e de diferentes tendências político partidárias.

Quando de empossamento da Comissão Instaladora, pa sé composição, face ao comportamento da oposição, como Tarrafalense um ta confesá k um fká agoniado, porque um julgá que esse comissão tava ta bem ser atropelode a qualquer momento. Mas no entanto Soares consegui um efeito histórico pa nós democracia. El Consegui na situação de minoria fazé com k essa Comissão Instaladora gerisse bem o nosso recém-criado município.

É de louvar o trabalho, o comportamento e a maturidade politica dessa Comissão Instaladora, pa qual um ta pedi bzot um salva de palmas.

Assim, kem k ta defendé outras cores politicas e k ainda ka ta má nós, um ta dzés pás ka tem nenhum receio, se sés consciência ainda desse vez ka ti ta dás pa votá na PAICV, pás aguardá pa 2011, mas agora na 2008 és podé votá na Soares sem qualquer receio, porque nós kem mesmo de S. Nicolau, nó foi educode pa na nós casa nó ta tratá fidjo de fora mais dret do k fidjo de dente. E Soares como São Nicolauense foi assim kel foi educode.

Nhas gente,

Eleições também devé servi pa nô meditá sobre nós grandeza e sobre nós miséria, sobre nós prosperidade e sobre nós problema, mas acima de tudo sobre manera k nô deve participá pa desenvolvimento de nós Municipio.

Assim, um kré dzé a tudo JOVEM desse Municipio

K é necessário és consagra tudo sés esforço na estudo, mas pás assegura k sés educação seja completa no sentido mais lato desse termo, isto é pás ka preocupa apenas em adquiri conhecimentos, mas também pás preocupá k desenvolvimento das principais qualidades humanas: a bondade, a compaixão, o espírito de bom entendimento e a capacidade de perdoar.

Quezílias e pequenos conflitos é inevitável na juventude mas é muito importante k nós Jovens prendé a passa um esponja e jamais ser tentode a guardá rancor.

Maneira de pensar k nó ta adquiri durante nós juventude, tem uma profunda influência na decurso de nós existência.

Ta parceme essencial dzé a tudo Jovem o seguinte: bzot reconhecé kés qualidades humanas k naturalmente ta presente na bzot e com base nele bzot construi um edifício de confiança inabalável, mas acima de tudo bzot prendê guentá sempre k bzot pé bem assente na terra.

A ADULTOS um kré dzés k maneira k qualquer adulto ta pó na pratica sé forma de ganhá vida é manera k el ta contribui pa sociedade k el ta depende. Ta existi um acção recíproca entre nós e a sociedade. Se a sociedade prosperá, nó ta beneficia, se coisas corré mal, nô ta sofre igualmente as consequências.

Pa isso nô deve contribui pa desenvolvimento de nós sociedade, de consciência tranquila e sempre k um grande felicidade interna.

A IDOSOS, akés velhos queridos k um cria na sés costa e na sés endjerga um kré dzés, pás ka ser nunca kés velhos k ta passá todo o santo dia ta resmunga. Pás ka desperdiçá sés energia.

Na vida é importante nô sabe reconhece o nascimento, a doença e a velhice. A partir de momento k nô nasce é inevitável o envelhecimento. Pobre dakél k nunca ta consegui envelhece. Esse reconhecimento ta permiti gente envelhece de forma mais serena.

Ainda bzot nhas Velhos, ta pode contribui tcheu pa desenvolvimento de nós sociedade, ta partilha bzot experiência de vida má tudo akés k ainda ka vive tonte tempo moda bzot. Bzot conta bzot historia, bzot transmiti bzot netos tudo bzot valioso saber. Esse é um grande contributo k bzot ta consegui dá pa desenvolvimento de Tarrafal.

Nhas Gente,

Bzot permitime saudá tudo kem k ti ta bem concorre nas próximas eleições autarquicas, representando a outra força politica e de formulás um voto pa k até ao dia das eleições, és sabe expressá em liberdade sés ideias, sés projectos e sés convicções, na respeito e tolerância pa tudo gente, pa na final nós tudo pode afirma k gente de Tarrafal soube portar com um elevado sentido de responsabilidade e civismo

Vantagens competitivas de um terra também ta passa pa atitude colectiva exibida pa sés políticos.

A ausência de credibilidade politica é resultado de comportamentos, atitudes e estilos que alguns políticos tive na numa determinada época, e k actualmente é desaconselhavel.

O tempo em que política era feita na base da criação de ilusões, de promessa de eterna felicidade, como um espécie de venda de cavala a pataco acabou.

Nós povo já ka ta tchá ser enganode pa euforia da mudança.

Hoje, só ta ganhá credibilidade na vida política, quem for capaz de explicá e convencé eleitores que sés projectos e sés intenções é mdjor e também necessárias pa um futuro de prosperidade, um futuro de mais emprego, de mais igualdade e de mais oportunidades.

Já nô ka ta mais na tempo de venda de ilusões.

"Quem for por aí, perde a credibilidade". E kem ka ta oferece credibilidade, nhas gente el ka ta inspira confiança e sem confiança ka tem desenvolvimento.

Muito sinceramente um ta deseja, e de nha parte um ta bem fazé tudo, pa Tarrafal ser, pa todos e pa toda a parte, associado a um espaço de tolerância e de elevado sentido cívico.

Pa terminá um kria dali desse palco dirigi um mensagem especial a tudo militante e simpatizante de PAICV na Cabo Verde.

PAICV é partido de Cabral.

Cabral até sé morto ele ensiná bzot a estode unido, el ensiná bzot a ka tchá ninguém dividi bzot. Família tem de estode sempre junto.

Partido de Cabral é rijo moda kel tambarina de Tchã de Poça. Assim ka bzot prende kés maus defeitos de um partido de oposição, k quando de disputa de poder, ganância ta fazés brigá moda kés fidjo k ta brigá herança e assim tudo vez és ta fká dividido.

Pa honra e alma de Cabral, ka bzot tchá nada nem ninguém dividi bzot.

Um kria também apelá a nós apoiantes, pás ka tchá ser embalode pa Chitada de nha Amigo Toy Djanor. Ka tem vitorias antecipadas. Eleições gente ta ganhal é durante campanha.

Oposição é perigoso de boca, assim tarefa ka é tão fácil.
Nô ta acreditá k nô tem todas as condições pa vence e convence.

Mas pa isso contçé é fundamental nó estode Juntos é necessário tudo bzot ajuda entusiástica na campanha eleitoral.

Esse campanha ti ta bem ser um festa. Tarrafal durante período de campanha ti ta bem ser um paraíso.

Nô tem k levá nós alegria pa Fragata, Ribeira de Scadjau, Pa Pdjal, Pa Hortalã, Pa Cabeçalinho, Pa Praia Branca, Pa Ribeira Prata, nô tem de leval de lugar a lugar, rua a rua, porta a porta.

Nô ta convencido que nós é mdjor escolha pa nós Município, mas agora nô tem de convencé nós amigos, conhecidos e vizinhos de que, Nós tudo junto má Soares, Tarrafal estará entregue em boas mãos.

Um prende um grande lição de vida má um velho pescador de Tarrafal, que foi Djey Fateja:

Djey Fateja foi um piscador que tava pescá quase sempre el só, na sé bote mesmo licim na costa.

Djey Fateja nunca trocá sé pesca certa de garoupa, esmoregal e moreia pa um pesca duvidosa e de aventura em águas profundas.

Djey Fateja ka tava aventurá pa sé botinho que era frágil ka tinha que mete agua.

Nós Município ainda é frágil. El nasce só gasturdia, dia 02 de Agosto de 2005.
Por isso nhas gente um kré pa nós tudo tem presente esse lição de Djey Fateja e nô ka tchal kaí na mão de aventureiros.

“Ka nô trocá nunca o certo pelo duvidoso”.

A partir de hoje e até a noite das eleições nô gritá: "Soares, Vamos Continuar Juntos.”

Viva o Município de Tarrafal;
Viva a população de S. Nicolau;